Famílias retiradas de barracos reclamam de não receber benefício

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Três famílias continuam alojadas nos galpões da Avenida Gasoduto (Fotos: Portal Infonet)

A Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) deve concluir nos próximos dias a transferência de todas as famílias das invasões do bairro Santa Maria. De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasc), além das Invasões Quirino e da Prainha, 40 famílias da Invasão do Arrozal já foram retiradas e a localidade deve ser totalmente desocupada.

A assessoria da Semasc garantiu que todas as famílias cadastradas receberam auxílio-moradia e vão ser beneficiadas com um imóvel no Bairro 17 de Março. A responsabilidade de conseguir a casa para alugar é dos moradores. Alguns ainda continuam nos galpões onde foram instalados – um na Avenida Tancredo Neves, no bairro Jabotiana, e outros dois na Avenida Gasoduto, no conjunto Orlando Dantas – até que consigam se mudar.

O Portal Infonet esteve nos dois galpões do conjunto Orlando Dantas. Lá continuam alojadas três famílias, totalizando onze pessoas; as demais já conseguiram alugar as casas no próprio bairro. Elas alegam, no entanto, que não receberam o benefício do auxílio-moradia e que não foram cadastradas para receber uma casa. “Tiraram a maioria das pessoas, derrubaram os barracos, mas só recebeu o auxílio quem a Prefeitura trouxe para cá. Estava trabalhando com meu marido e vim pra cá por conta própria, pois não estava na hora. Nem todos receberam o auxílio”, disse a catadora Maria Edeilde Barros, que residia na Invasão Água Fina, também no Santa Maria, há 17 anos.

Maria Edeilde diz que sem auxílio, famílias estão passando dificuldades

Ela, o marido e a filha mais nova, de três anos, além das outras duas famílias estão no local há pelo menos três semanas e com dificuldades para ter o que comer. Eles dependem de doações do restaurante ao lado dos galpões, quando sobra comida, ou de vizinhos. “Nós estamos cozinhando com lenha e quem conseguiu auxílio deixou alguma coisa”, lamenta a catadora. “A gente precisa do auxílio para não ficar na rua. Pra lá não podemos voltar, porque lá tem ratos, baratas, alaga quando chove”, completou.

Por outro lado, a Semasc explicou que todas as famílias retiradas pela Prefeitura foram cadastradas, muitas delas, segundo a assessoria do órgão, também estavam trabalhando no momento e ainda assim foram incluídas no benefício. “Muita gente está chegando agora. Ainda assim vamos avaliar cada situação”, ressaltou a assessora Conceição Soares.

Por Diógenes de Souza

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