Feirantes e flanelinhas realizam ato no mercado

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Thyerrisson Santos ao lado dos flanelinhas (Fotos: Portal Infonet)

Feirantes e flanelinhas que trabalham na região dos mercados centrais, se uniram e realizaram um ato na manhã desta quinta-feira, 17. O manifesto é para reivindicar a cobrança do estacionamento por parte dos feirantes e da implantação do estacionamento Rotativo Aju.

A preocupação dos feirantes ocorre devido ao prejuízo que serão contabilizados por eles, já que cada um terá que pagar para estacionar seus carros. Durante o ato, equipes da Guarda Municipal foram acionados para a região dos mercados com o intuito de garantir que a manifestação fosse pacífica.

Segundo o feirante e advogado Thyerrisson Santos, haverá prejuízos já que os vendedores passam mais de dez horas comercializando no mercado. “Repudiamos a cobrança dos parquímetros, porque nós pagamos caro pelos pontos que temos aqui. Além de pagar água, energia, o uso da banca e a gente acha incabível ter que pagar estacionamento. Na placa diz que a cada duas horas tem que renovar o pagamento. Nós chegamos aqui às 5h da manhã e saímos às 16h da tarde e imagine isso no bolso. Quanto não vai ficar?”, indaga.

Cristiano Marques mostra o certificado do curso 

Thyerrisson Santos informou ainda que está agendada uma reunião a partir das 15h desta quinta-feira, 17, entre os feirantes e flanelinhas com a secretária Georlize Teles e o superintendente da SMTT, Nelson Felipe

Alternativa dos flanelinhas

O mesmo drama vivem os flanelinhas que pedem uma alternativa que garanta uma remuneração mensal. “Nós temos um curso feito, mas a prefeitura não reconhece. Espero que ela faça algo por nós. Tenho três filhos para dar de comer e já estamos aqui sem trabalhar desde segunda”, lamenta o flanelinha Cristiano Marques Bomfim.

SMTT

O diretor de trânsito da SMTT, Jose Carlos Cruz esteve na região dos mercados e esclareceu que a SMTT está preocupada com a questão. “Estamos vendo com preocupação. Não estamos aqui querendo tirar o flanelinha do trabalho e nem criar um problema social, mas implantar um sistema legal já que o espaço público é administrado pela Prefeitura de Aracaju e que objetiva flexibilizar esse estacionamento e evitar que pessoas se comportem como donos da vaga”, informa.

Jospe Carlos Cruz diz que objetivo é flexibilizar o estacionamento 

Guardas Municipais acompanharam o ato 

Quanto à cobrança do estacionamento por parte dos feirantes dos mercados, José Carlos Cruz garante que eles não serão exceções. “Não há exceção para ninguém. O que precisa se entender é que está havendo um aquecimento maior do comércio porque as pessoas que vinham aqui não tinham vaga porque as que trabalhavam ocupavam a vaga o dia todo. O objetivo é dar maior rotatividade ao estacionamento”.

Por Aisla Vasconcelos

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