Fins de semana de lazer e ônibus cheios em Aracaju

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Garotas no terminal após dia de praia

Brasilienses fizeram tour no transporte coletivo da capital

A simpática família de Roberto

Kelly Dias: nada de farofa no ônibus

No meio da entrevista, seu Francisco embarca em frente ao Parque da Cidade
De férias do trabalho, o bombeiro militar José Zilmar e sua família arrumaram as malas e partiram de Brasília rumo a Aracaju. Na bagagem, roupas leves e a vontade de conhecer os quatro cantos da capital sergipana. Na conta bancária, um orçamento limitado para a diversão. A saída mais econômica que o brasiliense encontrou foi fugir do táxi e manter um hábito diário.

“Família toda pegou buzão. E aqui tem o lado bom que é a integração entre os terminais. Fomos até aquela ponte bonitona [ponte Construtor João Alves], conhecemos a avenida Beira Mar, da janela do ônibus mesmo, e descemos na Atalaia para pegar uma praia. Foi um passeio legal, a cidade é linda”, relatou o bombeiro, que precisou de ajuda dos nativos para chegar aos pontos turísticos via transporte coletivo no sábado, 24 de outubro.

Por um dia, Zilmar, a esposa Darlene e os dois filhos fizeram parte do grupo de 97 mil pessoas que utilizam o sistema de transporte público de Aracaju durante os finais de semana. O número é menor que o registrado no período de segunda a sexta-feira (300 mil, aproximadamente), mas a demanda aumenta em determinados locais, como no bairro Atalaia. Falta ônibus suficiente em determinadas faixas de horário e sobram queixas dos usuários

População quer mais ônibus nos fins de semana

“A gente vem à praia todo sábado, mas não tem tanta condução como na semana e aí é melhor usar táxi-lotação. Mas isso só de vez em quando, porque no ônibus os meninos não pagam passagem”, fala o bombeiro hidráulico Roberto, acompanhado da esposa Edilma Maria e dos filhos, no Terminal da Zona Sul. Com passagens e gastos com bebidas e petiscos, a simpática família do bairro Santa Maria gasta R$ 35 em um dia na praia.

Já com a estudante Kelly Dias não há gasto com alimentação na rua. Ela mora na zona de expansão e visita amigos na zona norte de Aracaju quase todo o fim de semana. Leva guloseimas em vasilhas, mas desmitifica a lenda da farofa com frango no ônibus. “Aqui só tem coisa gostosa, tanto que voltou vazia”, diverte-se a jovem, que voltava do bairro Santos Dumont e, assim como Roberto, reclamou da frota em circulação.

“Até que não atrasa muito, mas quando chega todo mundo avança. Parece que domingo é o dia oficial de visitar o Santos Dumont”, acredita Kelly. Segundo a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), a oferta de transporte coletivo na região do litoral pode aumentar nos finais de semana em breve.

Como chegar?

Assíduo freqüentador do Parque da Cidade, localizado no bairro Industrial, seu Francisco da Silva aguardava o veículo que faz a linha Fernando Collor/Atalaia junto aos sobrinhos no final da tarde do sábado, 24. Ele critica a ausência de pessoas aptas a guiar turistas e cidadãos desinformados nos terminais. “Quase ninguém sabe como chegar aqui de coletivo, e sei do que to falando porque muitos me perguntam. Um absurdo, pois é um ponto turístico”, diz.

Pensando nos sergipanos e visitantes que sentem dificuldade ao se locomover para alguns pontos de lazer de Aracaju, o Portal Infonet elaborou um simples infográfico com orientações sobre o transporte público da cidade a partir desta perspectiva. Clique sobre o local e descubra quais linhas de ônibus podem te levar até ele. O conteúdo é baseado em informações cedidas pela SMTT.

Por Glauco Vinícius, com arte de Fabiano Ribeiro

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