Fórum aborda violência contra a mulher no trabalho

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CUT quer formar um coletvio de mulheres (Fotos: Portal Infonet)

Apesar de a violência física contra a mulher ser bastante discutida, é preciso chamar atenção também para a violência que a mulher sofre dentro do trabalho. É o que afirma Edjanária Borges, diretora da Secretaria da Mulher Trabalhadora, da Central Única de Trabalhadores (CUT). “Para aproveitar nosso fórum de debates que já é constante, achamos por bem inserir a questão da violência contra a mulher no ambiente de trabalho”, explica.

Este foi o tema abordado hoje, 8, na palestra de formação da CUT. Segundo Edjanária Borges, o objetivo é debater o assunto para que as mulheres possam se defender. O tema, que entrou na pauta de discussão do Fórum do em Defesa dos Trabalhadores do Setor Público e Privado, incluiu assédio moral e sexual e todas as formas de opressão. Esta questão foi abordada pelo procurador do Trabalho Ricardo José Carneiro.

Para Edjanária, este é um problema comum à maioria das mulheres em seus trabalhos. “Por isso, é importante discutir o assunto para nos municiarmos e saber como enfrentar no dia a dia”, acredita.

Além de Edjanária, procurador do Trabalho Ricardo Carneiro e deputada Ana Lúcia participaram

A deputada estadual Ana Lúcia também participou da palestra. Para ela, houve avanço social e político, mas a exploração da mulher ainda é muito grande. “Você vai para o mercado, mas a divisão do trabalho continua em casa. Mesmo com os avanços, a mulher ainda tem quatro turnos, no trabalho e em casa”, ressaltou.

Segundo Edjanária, a Secretaria da mulher Trabalhadora pretende ainda construir um coletivo de mulheres na CUT, com o objetivo de estudar e debater o assunto, além de outras questões pertinentes à vida das mulheres, no trabalho, na vida pessoal, na sociedade.

Por Julie Braga

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