Funcionários terceirizados cobram salários atrasados

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Funcionários se reuniram em frente ao MPT (Fotos: Portal Infonet)

Funcionários da empresa MDS Harb, que presta serviços de alimentação à Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), fizeram manifestação nesta quinta-feira, 14, em frente ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Eles estão em greve desde a última segunda-feira. Segundo Alexandre Delmondes, vice-presidente da Força Sindical, eles reivindicam o pagamento do salário, atrasado desde julho deste ano, e dos feriados trabalhados, em atraso desde março de 2013.

Os funcionários atuam no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. Com a paralisação, somente 30% do efetivo estão trabalhando nas unidades.

Segundo Alexandre, a empresa ainda anunciou na última quarta-feira, 13, a demissão coletiva, colocando todos os funcionários em aviso prévio. “A Harb diz que a FHS deve mais de R$ 5 milhões e, por causa da dívida, pediu a rescisão do contrato. Ela diz também que, se a Fundação não pagar, não tem como pagar aos funcionários”, afirma.

São 180 pessoas trabalhando no preparo de refeições nas duas unidades de saúde. O sindicalista disse ainda que eles foram ao MPT hoje para marcar uma reunião com as partes e, assim, tentar solucionar o caso. “A responsabilidade de pagamento não é só da Harb, mas também da FHS”, considera.

A assessoria de comunicação da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) encaminhou nota ao Portal Infonet.

"A direção da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) esclarece que o contrato de prestação de serviços na área de alimentação com a empresa MS Harb foi rescindido. A referida empresa já foi notificada em função da falta de prestação dos serviços contratados no Hospital de Urgência de Saúde (Huse) e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes sem motivação justificável. A FHS garantirá as verbas rescisórias dos trabalhadores em conta separada e afirma que todos os trabalhadores não terão prejuízo podendo até ser aproveitados pela nova empresa. A FHS vem adotando as medidas necessárias para que não falte alimentação nas unidades hospitalares para os pacientes, funcionários assim como para os acompanhantes".

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