
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), realizou nesta terça-feira, 27, a oficina de Boas Práticas na Manipulação de Alimentos, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Sergipe (SRTE-SE).
Com carga horária de 10 horas, a oficina teve como objetivo capacitar ambulantes e outros profissionais que atuam no manuseio de alimentos, com orientações sobre higiene, conservação dos produtos e prevenção de contaminações, visando garantir a segurança alimentar da população.
Ao todo, 74 alunos foram certificados, atendendo à exigência da Vigilância Sanitária para a regularização da atividade. Com isso, os participantes passam a estar aptos a exercer suas funções seguindo normas de higiene e boas práticas, assegurando mais qualidade e proteção à saúde dos consumidores.
Compromisso da gestão
A presidente da Fundat, Melissa Rollemberg, destacou que esta foi a primeira oficina de Manipulação de Alimentos de 2026 e reforçou o compromisso da nova gestão com a qualificação profissional e a segurança da população.
“Existe fiscalização, e é fundamental que os trabalhadores estejam preparados. Nosso papel é oferecer capacitação para que todos possam trabalhar de forma regular e com dignidade”, afirmou.
Melissa também anunciou a ampliação da oferta de cursos a partir do dia 2 de fevereiro, com a abertura de 21 novas turmas distribuídas nas unidades de qualificação do município, abrangendo áreas como informática, atendimento, gastronomia e tecnologia.
“Queremos levar oportunidades para todas as regiões da cidade, para que as pessoas tenham acesso à qualificação e possam melhorar sua renda e sua qualidade de vida”, ressaltou.
Interação na aula
A instrutora da oficina, a nutricionista Tatiane Mota, avaliou positivamente o envolvimento dos alunos e a troca de experiências durante a capacitação. Segundo ela, a participação ativa da turma, com perguntas e relatos práticos, enriqueceu o processo de aprendizagem. “A gente transmite o conteúdo, mas também recebe muito conhecimento da vivência deles, o que ajuda a entender melhor as demandas e a agregar valor ao trabalho que cada um desenvolve”, explicou.
Tatiane também ressaltou que trabalhar com alimentos é, acima de tudo, trabalhar com a saúde das pessoas, e que medidas simples fazem grande diferença na prevenção de doenças. “Atitudes básicas, como a correta higienização das mãos, são o início de todo o processo para garantir um alimento seguro e saudável. Quando o manipulador entende isso, ele passa a ter mais responsabilidade e cuidado com tudo o que faz”, destacou.
Entre os participantes, Ângela Marta, aluna da oficina, tem uma trajetória marcada por diferentes áreas profissionais, mas carrega desde sempre o desejo de trabalhar com alimentação. “Eu sempre tive o desejo de trabalhar com comida. Já vendi alimentos antes e isso sempre foi algo que me deu muito prazer. Hoje estou aposentada, já atuei na área do turismo e também como corretora, mas é na cozinha que eu realmente me encontro”, relatou.
Para ela, a participação na oficina representa a chance de se atualizar, seguir as normas e avançar com o sonho de atuar na área de forma segura e profissional. “Mesmo sabendo que outras áreas podem dar mais retorno financeiro, o que me move é o amor por preparar comida, cuidar da qualidade e oferecer algo bem feito às pessoas. Esse curso é importante para me atualizar, porque a gente precisa sempre se reciclar, aprender mais e estar dentro das normas”, completou.
Cuidados técnicos
Outra participante, Silvânia Lima do Espírito Santo Cavalcante, destacou a importância dos cuidados técnicos no preparo e na conservação dos alimentos como parte fundamental da segurança alimentar. “Aqui eu estou reforçando tudo sobre manipulação e conservação dos alimentos: temperatura, contaminação, higienização dos utensílios e cuidados pessoais. São detalhes que fazem muita diferença”, afirmou.
A aluna Renata Mey também ressaltou que a oficina representa uma oportunidade importante para quem está em busca de inserção no mercado de trabalho ou de uma fonte de renda extra. Segundo ela, o curso contribui para que os participantes aprendam não apenas técnicas de manipulação, mas também a oferecer produtos com qualidade alimentar e segurança biológica aos consumidores.
“Essa oportunidade que a Fundat está oferecendo é essencial para quem quer trabalhar com alimentos aqui em Aracaju. A gente aprende, se capacita e passa a desenvolver melhor o trabalho. Além disso, é uma chance de sempre conhecer mais e se aperfeiçoar”, concluiu Renata.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
