Garis iniciam greve com manifestação no São Conrado

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Manifestantes fazem interrupções temporárias em trecho da avenida (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)

Conforme anunciado desde o dia primeiro, os garis e margaridas iniciaram a greve geral nesta quarta-feira, 7, e os serviços de limpeza pública já estão comprometidos. Ás 6h, os trabalhadores que possuem vínculos com seis empresas privadas se concentraram em um trecho da avenida Heráclito Rollemberg, no bairro São Conrado, com faixas e discursos de sindicalistas que explicam os motivos da paralisação e interrupções temporárias do trânsito.

Motoristas e cobradores de ônibus e outros sindicalistas que passavam pelo local manifestaram solidariedade com buzinas e acenos aos grevistas. O presidente do Sindicato dos Empregados da Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindelimp), Rayvanderson Fernandes, ratificou compromisso com os trabalhadores em defesa da definição de um piso salarial para a categoria e outros benefícios, contidos em pauta de reivindicações encaminhadas às empresas que aglutinam cerca de 1 mil trabalhadores.

Rayvanderson Fernandes informa que o Sindelimp já fez três tentativas, sem sucesso, de fechar um acordo coletivo sob mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Discursos marcam início da greve dos garis

Algumas empresas citadas pelo Sindelimp alegam que este sindicato não tem legitimidade para negociar reivindicações dos trabalhadores, cujos entendimentos, conforme explicações do empresário Fábio Andrade, dono de uma das empresas citadas pelo Sindelimp e vice-presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação (Seac), a atividade da empresa não está associada à limpeza pública e, consequentemente, a convenção coletiva vem sendo negociada com um outro sindicato que representa a classe trabalhadora.

Fábio Andrade informa que, em caso da greve atingir alguma empresa vinculada ao Seac, o sindicato vai defender ingressando com ação judicial contra o Sindelimp por classificar como ilegal o movimento grevista. Segundo o empresário, as seis empresas citadas pelo Sindelimp não possuem uma representação patronal.

O Portal Infonet vem tentando falar com algumas delas, inclusive com representantes da Torre [que é responsável pela limpeza urbana da capital], mas não tem conseguido êxito. O Portal Infonet permanece à disposição. Informações devem ser enviadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 – 8000.

Reivindicações

Manifestantes exibem faixa na avenida

Na pauta de reivindicações encaminhada pelo Sindelimp à classe patronal, o sindicato defende reajuste salarial de 15,35%, de forma a atingir um piso salarial de R$ 879. “Há mais de 10 anos que os garis recebem remuneração de apenas um salário mínimo e trabalham em regime de escravidão”, destacou o presidente do sindicato.

O sindicato também defende a concessão de plano de saúde, auxílio alimentação no valor de R$ 18 por dia, pontos de apoio para atender aos profissionais durante a jornada de trabalho e auxílio creche no valor de R$ 200.

Por Cássia Santana

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