Gás de cozinha, o vilão

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Nos 10 anos de Plano Real, os preços administrados pelo governo tiveram os maiores aumentos. A tarifa do gás de cozinha foi o principal destaque, com alta em torno de 600% – 599,84%, para ser exato. O percentual é quase quatro vezes maior do que a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA -, no mesmo período, 169,11%. Em segundo, vieram as tarifas de telefone fixo, com alta de 546,11%, e a de energia, com 352,91%. Isso ocorreu, segundo explicou o IBGE, porque até a entrada em vigor do Real os preços administrados eram contidos pelo governo como forma de segurar a inflação. As assinaturas de telefone e de energia elétrica chegaram ao início do Real muito defasadas. Os preços livres, ao contrário das tarefas, ajudaram a conter a inflação. É o caso dos artigos de vestuário, cuja alta no Real foi de 76,91%, bem aquém da variação do índice de preços do IBGE.

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