Gravação de Floro será alvo de investigação pela SSP

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A morte de Floro continua repercutindo (Foto: Departamento da PRF/Barreira)
“A polícia veio me prender, mas não teve jeito. Mas, pela pequena deficiência um homem de bem não pode ser preso…”, é com essa frase divulgada em uma gravação que surge mais um capítulo do caso Floro Calheiros, um dos foragidos mais procurados pela polícia sergipana – morto no dia 10 desse mês – será alvo de investigação da corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) a gravação não foi cedida pelo órgão. A informação da SSP é que a gravação foi realizada em 2004 e que até o momento não foi identificada a voz de nenhum delegado.

Sobre o questionamento dos advogados da família Calheiros acerca de uma chacina, a SSP deixa claro que um laudo preliminar da Polícia do Tocantins mostra que durante perseguição em Teixeira de Freitas foram encontrados 40 tiros no veículo Hilux. “Dos 40 tiros encontrados na Hilux a polícia técnica encontrou 30 projéteis deflagrados de dentro para fora do veículo”, explicou o assessor da SSP Lucas Rosário, que salientou a

SSP diz que após alta médica Fábio será transferido para presídio (Foto: Arquivo Portal Infonet)
confiança da SSP no trabalho realizado pelas policias de Teixeira de Freitas e do Tocantins.

O advogado Gean Prates foi enfático ao dizer que a gravação divulgada não consta nos autos dos processos contra Floro Calheiros. “Essa gravação está sendo usada como único fim de denegrir a imagem de Floro, de tentar desvirtuar as circunstâncias em que se deu a sua morte”, mencionou.

CNJ

O filho de Floro, Paulo Calheiros, veio a capital sergipana visitar o irmão, Fábio Calheiros, e afirmou que a família busca esclarecer os fatos através do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Evaldo Campos diz que acompanhará o caso
Transferência

O assessor da SSP esclareceu ainda que após se recuperar dos ferimentos e receber alta médica, Fábio Calheiros será transferido para o presídio de segurança máxima do Santa Maria, onde já estão Billy e Bezerra, presos pelo atentado ao desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Luiz Mendonça.

Investigação

Evaldo Campos contou na quinta-feira, 14, que foi informado através de um telefonema que a camisa usada por Lucas Calheiros, morto no confronto com a polícia, estava crivada de balas pelas costas. “Nós vamos acompanhar a investigação que será realizada no Tocantins. Eu já mandei pegar a camisa para verificar se realmente as balas foram pelas costas”, ressaltou o advogado.

Tiroteio

A SSP e o Departamento da Polícia Federal (DPF) confirmam as mortes de Floro Calheiros Barbosa e do seu sobrinho, Lucas Calheiros e de Rafael Borges no último domingo, 1 0. As mortes ocorreram, segundo a SSP, após avanço de um bloqueio da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar da Bahia, no município de Barreiras, próximo à divisa com o Tocantins.

A investida começou em Gurupi, em Tocatins, quando equipes da Polícia Federal e da PM de TO, com informações da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) da Polícia Civil de SE e do serviço de Inteligência da Superintendência da PF de SE levantaram detalhes sobre a casa onde Floro estaria hospedado, com Lucas Calheiros e Fábio Calheiros, este último filho de Floro.    

Processos

De acordo com o advogado Evaldo Campos com a morte de Floro morrem os processos em Sergipe das fugas, do roubo das urnas de Canindé do São Francisco, a mortes de Joaldo Barbosa e do atentado ao desembargador Luis Mendonça.  

Atentado

Com a morte do principal mandante do crime, o desembargador sergipano, Luiz Mendonça, não se pronunciou sobre o assunto. O forte esquema de segurança feito por policiais da Companhia de Choque continua sendo mantida 24h.

Por Kátia Susanna

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