Greve no Instituto de Identificação gera transtornos

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(Fotos: Portal Infonet)

Manhã de transtornos para a população

A doméstica Luzinete Barreto

O universitário Edson Lima

Quem precisou dos serviços e recorreu ao Instituto de Identificação, localizado no bairro Grageru, na zona Sul de Aracaju, na manhã desta quarta-feira, 19, enfrentou muito transtorno. Os servidores entraram em greve por tempo indeterminado e a realização de todos os atendimentos foi suspensa.

A categoria reivindica a garantia dos direitos dos servidores que são ligados a Coordenadoria Geral de Perícias (COGERP). Eles cobram ainda a transposição de cargos, bem como o reconhecimento do direito previsto em Lei.

“Os servidores da Coordenadoria Geral de Perícias [COGERP], órgão que coordenada às atividades dos quatro institutos (IML, Instituto de Criminalística, Instituto de Identificação e Instituto de Análises e Pesquisa Forenses) cansaram de não ter qualquer resposta do governo do Estado. Inúmeras foram às tentativas. Diversas reuniões com gestores de terceiro e segundo escalões e nada foi resolvido”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), Antônio Moraes.

A doméstica Luzinete Barreto saiu de Tobias Barreto, município distante 105 km de Aracaju, para buscar o registro de nascimento do seu pai. Ela não escondeu a insatisfação com o órgão. “É constrangedor, porque a gente veio de longe e não dá em nada, perder a viagem e não resolver absolutamente nada, é revoltante”, disse.

Para o universitário Edson Lima, a ida ao Instituto de Identificação foi uma viagem perdida. O estudante reclama do órgão não ter feito um anúncio prévio a população. “Eu não esperava passar por isso. Fui recuperar o meu documento no Ceac, e me mandaram vim para cá, quando cheguei aqui me deparo com essa paralisação. Em nenhum momento fui avisado, dei uma viagem perdida”.

Por Leonardo Dias e Kátia Susanna

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