Cerimonialistas querem autorização para eventos desse fim de semana

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Uma comissão formado por diversos cerimonialistas de Aracaju criticou a decisão do governador Belivaldo Chagas de proibir a realização de eventos sociais, como casamentos, aniversários e formaturas, até o dia 21 de março. A categoria alega prejuízos e reivindica que o Governo de Sergipe abra uma exceção, autorizando os eventos que já estavam marcados para esse fim de semana.

“A nossa insatisfação é porque não houve sensibilidade do Governo em relação aos eventos desse fim de semana. Eu, por exemplo, teria um evento no domingo, no qual só de flores foram investidos R$ 5 mil. Esse produto, assim como vários outros utilizados no evento, não podem ser guardados para uma nova data”, lamenta Vailton Linhares, cerimonialista.

Comissão formada por cerimonialistas pede que eventos desse fim semana sejam liberados (Foto: divulgação)

Vailton explica que os cerimonialistas entendem que as medidas são uma questão de saúde pública, mas lamentam a falta de diálogo por parte do Governo do Estado, já que o cancelamento às vésperas do evento traz prejuízos incalculáveis.

“Estamos indignados com a falta de empatia por parte do Governo do Estado, já que houve investimentos nesses eventos. Temos colegas com eventos marcados para esse fim de semana que não sabem como orientar os clientes, pois além dos investimentos já feitos, vem a questão emocional. Essas pessoas gastaram com lembranças, convites, alimentação, aluguel de mobília e espaço, enfim, é um transtorno muito grande”, comenta.

Na visão do cerimonialista, para minimizar os transtornos, o ideal é que o Governo de Sergipe libere a realização de eventos nesse fim de semana. “Queremos que o Governo autorize os eventos já marcados para esse fim de semana e que faça fiscalização. Se os eventos estiverem dentro das normas, continuam. Caso não, é só parar os eventos”, finaliza Vailton.

Governo de Sergipe

De acordo com o Superintendente de Comunicação do Governo de Sergipe, Givaldo Ricardo, as novas medidas tomadas foram para evitar o colapso no sistema de saúde. “Estamos vivendo um momento muito difícil da pandemia. O setor de eventos são atividades que naturalmente aglomeram e as pessoas precisam ficar sem máscara”, salienta Ricardo.

Ainda segundo ele, as medidas têm curto prazo e sua eficácia será avaliada muito em breve. “Se essas medidas não forem tomadas agora, certamente teríamos um grande prejuízo lá na frente. O que a gente quer é dar uma pausa agora, reorganizar, esperar os hospitais naturalmente melhorar as suas condições e depois liberar em seguida”, avalia o superintendente.

Givaldo ressalta ainda que o governo está sempre aberto ao diálogo e na próxima quinta-feira, 11, o Comitê Científico irá analisar as medidas  anunciadas pelo governo nesta semana.

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