Grupo Molas comemora 25 anos de arte

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Nesse sábado, dia 19, às 16 horas, no Auditório do Sest/Senat, o “Grupo Molas” estará realizando o encontro de comemoração ao seu 25º aniversário. Faz parte da programação alusiva ao aniversário do Grupo, a realização do XVII Festival Nacional de Capoeira, com o objetivo de avaliar o atual estágio em que se encontra o movimento da capoeira em Sergipe e no Brasil. O Grupo Molas, ao longo desses 25 anos, vem desenvolvendo junto à comunidade sergipana uma série de atividades, servindo de escola para o surgimento de novos grupos, difundindo e criando um movimento para a capoeira em Sergipe. Além dos diversos Estados Brasileiros, os Molas mantêm ainda um intercâmbio com Grupos na Alemanha, Argentina e Estados Unidos. Em visita à sede da InfoNet, Luiz Carlos, mais conhecido como mestre Lucas, falou dos Molas. PORTAL INFONET – Como surgiu o Grupo Molas? MESTRE LUCAS – O Grupo Molas nasceu em uma aula de educação artística, em 1977, na escola Doutor José Rollemberg Leite. De lá para cá, resolvemos dar continuidade ao trabalho, inicialmente voltado para o lado esportivo e depois começamos a partir para o lado cultural, voltado para o folclore, onde apresentávamos danças afro como o maculelê, puxada de rede, entre outras. PI – O grupo Molas vai além das fronteiras do Estado sergipano. Conte um pouco da atuação do grupo em outros Estados. ML – Em termos de participação em eventos interestaduais, os Molas foi o primeiro grupo a competir fora, sendo, por diversas, vezes campeão em Estados como o Maranhão, Brasília, São Paulo, entre outros. Também fomos o primeiro grupo de capoeira do Norte/Nordeste a gravar um LP de músicas de capoeira. Além disso, mantemos também um intercâmbio com diversos grupos de outros países. Em 2000, participamos do Congresso Internacional de Dança, na Alemanha, visitamos 19 cidades na Holanda e em Paris. PI – Vocês estão na XVII edição do Festival Nacional de Capoeira. Conte um pouco sobre este evento. ML – No Festival – que tem como objetivo a avaliaçaão do atual estágio em que se encontra o movimento da capoeira em Sergipe e no Brasil – a prioridade é para a participação de grupos folclóricos locais, a exemplo da Taieira, a Chegança, dentre outros grupos, com participação de mestres e professores de Salvador, Maceió, Natal, Recife e São Paulo. PI – Vocês se preocupam muito em deixar sempre vivo o folclore através dos diversos grupos existentes em Sergipe. Conte sobre essas manifestações. ML – A capoeira caminha praticamente no mesmo sentido do folclore. Ela é uma manifestação espontânea, além de muita gente dizer que é um folclore da Bahia, porque foi lá que ela se folclorizou. Inicialmente, a capoeira nasceu como uma luta usada pelos escravos para se defender. Hoje, é uma atividade polissêmica, que mistura dança, luta, arte, criatividade, jogos, brinquedos, dentre outros. Aqui em Sergipe, muitos grupos existentes hoje se espelharam nos Molas. Saiba mais sobre o Grupo Molas através do site www.infonet.com.br/grupomolas.

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