Grupo que participaria de Fórum em Aracaju é deportado para África

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Mesa do Fórum que ocorre na Faculdade São Luis (Fotos: André Teixeira/Portal Infonet)

Muitos brasileiros quando viajam para o exterior reclamam de constrangimentos passados em países como Espanha, Estados Unidos e Inglaterra, já que existem vários casos em que a polícia de imigração desses países impede brasileiros de entrar no país e os deportam de volta ao Brasil sem qualquer justificativa. Mas parece que em nosso próprio país acontece o mesmo tipo de preconceito, sem o conhecimento da atividade do estrangeiro em nosso país.

Durante toda esta semana acontece um importante encontro cultural com pessoas de cinco países diferentes aqui em Aracaju. O projeto “Batendo na porta de diferentes culturas” integra o Fórum Internacional da Juventude e Cultura que tem parceria do Instituto Recriando onde participam grupos da Itália, Espanha, Argentina, Brasil e Tanzânia. Mas nem todos os participantes conseguiram chegar até a Aracaju. O grupo do país africano foi barrado pela Polícia Federal ainda no aeroporto de Guarulhos em São Paulo, e não se sabe ainda o motivo.

Simone Caramel, coordenadora do projeto, quer uma resposta

De acordo com a coordenadora do projeto, Simone Caramel, o grupo da Tanzânia seria o último a chegar na madrugada desta segunda-feira, 20, no voo da companhia South Africa Airlines que chegou no aeroporto de Guarulhos em São Paulo às 16 horas do dia 19. Eles embarcariam para Aracaju às 22h25 do mesmo dia no vôo da TAM JJ 3512.

“Todos os grupos chegaram no dia 19, o último a chegar que seria o grupo da Tanzânia na segunda-feira de madrugada. Fui buscá-los no aeroporto, mas eles não desceram do avião, estranhei o fato, pois vim buscá-los e não os vi e seus telefones celulares estavam desligados. Não entendi o que estava acontecendo. Não sabia o que fazer já que não tinha nenhuma mensagem deles. Conversei com a atendente da TAM que me confirmou que eles chegaram no voo em São Paulo, mas não embarcaram para Aracaju. No dia seguinte, fui à Polícia Federal, na imigração e o chefe da imigração foi muito solicito, mas não encontrou nenhum registro do desembarque deles no Brasil”, conta.

Simone afirma ainda ter recebido um e-mail do grupo onde eles explicam como foram extraditados do Brasil sem justificativa. “Recebi um e-mail a pouco, onde eles me explicaram o que aconteceu de fato. A Polícia Federal retirou um grupo de dezessete pessoas para investigação, mas somente eles foram mencionados para uma investigação mais aprofundada. Sujaram o passaporte deles e os mandaram de volta para a Tanzânia. O problema é que eles tinham o visto concedido pela embaixada brasileira na Tanzânia, a desculpa da Polícia é que estavam cumprindo regras e disseram para eles não voltarem mais para cá”, finaliza.

O grupo chamado de Kilimajaro da Tanzânia é composto por três pessoas que vieram da África, entre elas o padre Mathias Josaphat Issae Mtenga, além de Serphineg Thaderi Mngullu e Daniel Genes Kateri. A equipe de jornalismo do Portal Infonet tentou entrar em contato com a assessoria da Polícia Federal local para obter mais informações, mas não obteve êxito.

Por Bruno Antunes

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