Histórico do Monsenhor Carvalho

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José Carvalho de Souza nasceu no dia 24 de novembro de 1926, em Lagarto, a 76km de Aracaju. Sua mãe, Maria Carvalho de Sousa, que já havia perdido a primeira filha ainda bebê, morreu de parto e ele ficou sob os cuidados de sua avó, Joana Rosa do Amor Divino. Somente aos 18 anos, José foi descobrir sua vocação sacerdotal, e ao contar para a família foi desacreditado.

“Você não gosta de estudar, não persevera em nada, não tem vergonha de dizer que deseja ser padre não?”, dizia sua avó, sem prever o futuro brilhante do neto. No entanto, seguro de sua decisão, ele ingressa no Seminário Diocesano “S. Coração de Jesus”, em Aracaju, para fazer o Curso Secundário, em 1946.

Contudo, somente em 1956, já com 30 anos, foi ordenado padre, logo após ter seu segundo curso superior reconhecido. O Padre Carvalho foi ordenado por D. Fernando Gomes, o 2º Bispo de Aracaju, contrariando todas as previsões de sua avó. A partir daí o padre inicia sua carreira brilhante de dedicação à educação e ao sacerdócio.

Com somente um ano de ordenamento, no dia 12 de março de 1957, é nomeado reitor do Seminário Arquidiocesano e capelão da Igreja S. Coração de Jesus, em Aracaju. Neste mesmo ano, D. Fernando Gomes é transferido para a Arquidiocese de Goiânia e, em seu lugar, assume D. José Vicente Távora.

Quando o Seminário começa a viver grandes dificuldades financeiras, o jovem reitor mostra sua visão empreendedora e funda um educandário para conseguir recursos. O educandário deu tão certo que, em 1959, durante um Encontro de Diretores de Estabelecimentos de Ensino Secundário, realizado no Sesc, em que foi convidado a participar, Dr. Otílio Muniz, inspetor seccional do ensino secundário em Sergipe, propõe-lhe a idéia de fundar um ginásio, no mesmo prédio onde funcionava o seminário.

Apesar de estar autorizado a funcionar desde 7 de dezembro e registrado no MEC sob o nº 3125, o Ginásio Diocesano só começa a funcionar no dia 1º de março de 1960. O sonho torna-se realidade: o Ginásio Diocesano “S.Coração de Jesus” inicia suas atividades na Praça Camerino, 181, em Aracaju, atendendo apenas a alunos do sexo masculino.

Para que os alunos não saíssem do colégio ao concluírem o curso ginasial, o Padre Carvalho decide transformar o Ginásio em Colégio, e em 1963 o Ginásio Diocesano passa a ser o Colégio Arquidiocesano “S.Coração de Jesus”, oferecendo à comunidade todos os ciclos de ensino.

Vendo o pequeno colégio crescer numa sede que não tinha condições de se expandir, ele consegue recursos da Alemanha e inicia uma grande reforma no velho prédio do Seminário. No dia 16 de outubro de 1966 ele inaugura o novo bloco de dois andares, com saída para a rua Senador Rollemberg. No térreo e no 1º andar constam sete salas de aula e no 2º andar, o dormitório dos seminaristas. No dia seguinte, o Colégio Arquidiocesano é transferido da Praça Camerino, passando a funcionar na rua Dom José Tomaz, 194, onde está até hoje.

Em 1968 o padre é nomeado Conselheiro do Conselho Estadual de Educação pelo governador do Estado, Lourival Baptista. No ano seguinte mais uma conquista. É eleito presidente da Associação Católica de Sergipe. Em meados de 1975 é nomeado Cônego Catedrático do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de Aracaju, pelo arcebispo de Aracaju, Dom Luciano José Cabral Duarte.

Dom Luciano no ano seguinte nomeou o Padre Carvalho o Diretor-Presidente da Rádio Cultura de Sergipe, o que lhe deu condições de ser eleito presidente da Associação de Rádios, Televisão e Jornais do Estado de Sergipe (ASSERT). Isso mostra a estreita relação que existia entre os dois clérigos.

O cônego Carvalho teve uma parte de seu trabalho reconhecida nacionalmente em 1998, quando foi nomeado membro titular da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História de São Paulo. E em 2002, sua denominação muda de novo. É nomeado monsenhor pelo Papa João Paulo II, por solicitação de Dom José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju.

No dia 14 de novembro de 2006 lançou seu primeiro livro, intitulado “Presença Participativa da Igreja Católica na História dos 150 anos de Aracaju”.

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