Hoje é feriado nacional da Consciência Negra

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Quem nunca ouviu falar em Zumbi dos Palmares? Ele é uma referência na história do Brasil presente em todos os livros didáticos. Zumbi, representado através da figura do escravo, forte e corajoso ficou consagrado como o representante dos ideais libertários dos negros, que até hoje lutam por liberdade e igualdade.

A data que está sendo comemorada hoje por diversas entidades em todo o país, lembra o dia em que Zumbi foi assassinado, em 1695. Esse dia ficou conhecido nacionalmente como o Dia da Consciência Negra.  Em 2003, uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro e feriado nacional. Por conta disso, 225 cidades, entre elas, três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá aderiram ao feriado.

Em Sergipe, nem governo do Estado, nem Prefeitura decretaram feriado. Nas escolas as aulas da rede pública transcorrem normalmente, sendo que algumas realizam durante o dia atividades alusivas á data. “Por lei seria feriado, mas nós não queremos atrasar o ano letivo dos estudantes”, explica o assessor da Secretaria de Educação do Estado. Na rede particular algumas escolas decretaram feriado.

Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no país. Ele nasceu livre, em Palmares, provavelmente em 1655, e, segundo historiadores, seria descendente do povo imbamgala ou jaga, de Angola. Ainda na infância, durante uma das tentativas de destruição do quilombo, ele foi raptado por soldados portugueses e teria sido dado ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo (hoje, em Alagoas), que o batizou de Francisco e ensinou-lhe português e latim. Aos dez anos tornou-o seu coroinha.

Aos 20 anos, Zumbi destacou-se na luta contra os militares comandados pelo português Manuel Lopes. Nesses combates, chegou a ser ferido com um tiro na perna. Em 1678, o governador de Pernambuco, Pedro de Almeida, propõe a Palmares anistia e liberdade a todos os quilombolas.

Ganga Zumba, então líder de Palmares, concorda com a trégua, enquanto Zumbi é contra, por argumentar que o acordo favoreceria a continuidade do regime de escravidão praticado nos engenhos. Zumbi vence a disputa, é aclamado líder pelos que discordavam do acordo e, aos 25 anos, torna-se líder do quilombo.

Em 1692, o bandeirante paulista Domingo Jorge Velho, uma espécie de mercenário da época, comandou um ataque a Palmares e teve suas tropas arrasadas. O quilombo foi sitiado e só capitulou em 6 de fevereiro de 1694, quando os portugueses invadem o principal núcleo de resistência, a Aldeia do Macaco.

Ferido, Zumbi foge. Baleado, ele teria caído de um desfiladeiro, o que deu origem à história de que teria se suicidado para evitar a prisão. Resistiu na mata por mais de um ano, atacando aldeias portuguesas. Em 20 de novembro do ano seguinte, depois de ser traído por um antigo companheiro, Antonio Soares, Zumbi é localizado pelas tropas portuguesas.

Preso, Zumbi é morto, esquartejado, e sua cabeça é levada a Olinda para ser exposta publicamente. Entre outros objetivos, o de acabar com os boatos que corriam entre os negros escravizados do litoral de que o líder quilombola era imortal.

(Com informações da Agência Brasil) 


 

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