IML vai apurar denúncias de venda de formol

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Denúncias de ilegalidade no IML
O coordenador de Perícias da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Adelino Costa Lisboa, disse que ainda nesta quarta-feira, 1º, pela manhã, encaminhará ao diretor do Instituto Médico Legal (IML), ofício solicitando explicações sobre as denúncias de venda de formol no órgão. O documento foi expedido pelo secretário de Segurança Pública, João Eloy.

De acordo com Lisboa, o procedimento de formalização – aplicação de formol em cadáveres – é feito gratuitamente pelo IML, mas só ocorre diante do estado em que se encontram os corpos. “Não sabemos se a cobrança da taxa existiu por se tratar de uma solicitação particular, ou mesmo se o processo seria realizado no IML. Mas acredito que a cobrança não seja legal”, explica. Segundo Lisboa, os funcionários do IML serão ouvidos para comprovar as denúncias.

Funcionários teriam cobrado R$ 2.800

A denúncia surgiu depois que familiares do casal de feirantes mortos em um acidente no último sábado, 27, demonstraram o interesse em enterrar os corpos apenas no último domingo, 28. Informados de isso que não seria possível devido ao adiantado estado dos corpos, uma funcionária teria oferecido a aplicação de formol, primeiro, por R$ 2.800. Segundo a denúncia, o preço do produto logo baixou para R$ 500 e, depois, R$ 300.

Lotação no IML

Já com relação ao necrotério do IML estar com as 13 gavetas ocupadas, Adelino explica que o último feriadão atrasou a identificação dos corpos. “Normalmente, quando um corpo sem identificação dá entrada no órgão, o processo demora entre quatro e cinco dias. Como o instituto de Identificação ficou sem funcionar durante o feriado, acabou atrasando os trabalhos”, explica.

Segundo o coordenador, o órgão ainda sofre com a falta de espaço. “Recentemente tivemos uma ampliação, mas necessitamos de um novo prédio. Existe um projeto elaborado desde 1993, mas até hoje não conseguimos recursos. Esperamos que logo seja feita uma licitação”, diz.

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