Incra cede área para criação de parque ecológico em Sergipe

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O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Sergipe (Incra/SE) e a Prefeitura Municipal de Poço Verde oficializaram nessa quarta-feira, 9, a assinatura de um Termo de Cessão de Uso para a implantação do primeiro parque ecológico do Sertão Ocidental Sergipano.

O local, projetado para reduzir o impacto ambiental causado pela construção de uma barragem em um povoado situado no município, será estruturado em uma área inserida no projeto de assentamento Santa Maria da Laje, implantado pelo Incra na região.

Além da realização prévia de diversos estudos pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS), a concretização do projeto foi precedida por uma análise do Serviço de Meio Ambiente da autarquia federal e contou com a aprovação dos agricultores que vivem no local. “Com a criação do parque, a área de reserva do assentamento, que já é mantida com muita dedicação pelas famílias assentadas, passará a receber os cuidados do poder público municipal, e toda a sua riqueza natural ficará resguardada”, analisou o superintendente regional do Incra/SE, Jorge Tadeu Jatobá Correia.

A área de reserva do assentamento e sua parcela cedida para a implantação do parque ecológico são consideradas as últimas reservas de mata nativa do município de Poço Verde.

Santa Maria da Lage

Criado há 12 anos, o assentamento Santa Maria da Lage é apontado como um dos exemplos mais bem sucedidos da união entre produção agrícola e preservação ambiental em Sergipe.

O local, com extensas lavouras que pintam de verde a área coletiva e os 26 lotes do assentamento, é reconhecido em toda a região pela boa produtividade obtida com as culturas de milho e feijão.

Um reconhecimento que se estende também à questão ambiental, graças ao compromisso das famílias com a preservação da área de reserva do assentamento. “Aqui tem muitos animais e não deixamos ninguém entrar na área de reserva para fazer mal a eles. Até para roçar o mato e liberar a estrada do assentamento tem que pedir autorização”, contou José de Jesus, 43 anos, presidente da Associação de Moradores do Santa Maria da Lage.

Segundo ele, por conhecerem a influência da vegetação sobre o clima da região, os agricultores do assentamento combatem o desmatamento, a fim de garantirem bons resultados nas lavouras. “A gente vive em uma região com longos períodos de estiagem. Sabemos que mato chama chuva. Por isso, aqui, ninguém tira daqui um tronco que seja”, afirmou Jesus.

Além da aprovação do dos governos municipal e estadual, do Incra e dos agricultores assentados, o projeto de criação do Parque Ecológico de Poço Verde também recebeu a aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Fonte: Ascom Incra

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