Indicadores das mulheres apontam desigualdade de gênero e raça em SE

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O IBGE apresentou a segunda edição do estudo Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, com dados para Sergipe. O estudo traz informações fundamentais para análise das condições de vida das mulheres no estado.

O estudo apontou que as mulheres com 14 anos ou mais dedicam 22,5 horas semanais no cuidado de pessoas e afazeres domésticos, diante de 10,1 horas para os homens. A diferença entre essas horas
(12,4) é a segunda maior no país, indicando a desigualdade de gênero na realização dessas atividades.

Isso vale também para mulheres que estão ocupadas, já que as horas semanais dedicadas a tarefas
domésticas para mulheres brancas ou pretas e pardas são de 19,9 e 20,4, respectivamente, e para
homens brancos e pretos ou pardos, de 8,5 e 10 horas, respectivamente. Isso representa uma
diferença não somente por gênero, mas também por raça.

Em 2019, a taxa de desocupação geral em Sergipe era de 15,4%, sendo 19,2% para as mulheres e 12,3% para os homens. Com isso, a taxa de desocupação entre as mulheres em Sergipe foi a 3ª maior do país e a 2ª maior no Nordeste ( ficando atrás apenas do Amapá e da Bahia). Na comparação por raça, a desocupação entre mulheres brancas (13%) é inferior à de mulheres pretas ou pardas (20,7%).

Mulheres apresentam maior expectativa de vida

A expectativa de vida aos 60 anos em Sergipe é de 20,9 anos, sendo maior entre as mulheres (22,7 anos) e menor entre os homens (18,8 anos). Já a taxa de mortalidade em pessoas menores de 5 anos é menor entre mulheres (15,4 por mil), do que entre homens (18,3 por mil). Em 2019, a taxa de mortalidade em pessoas menores de 5 anos de idade foi de 16,9 por mil.

Ao longo dos anos, essa taxa tem sofrido alterações. Em 2011, a taxa de mortalidade entre pessoas menores de 5 anos do sexo masculino era de 27 por mil, e 21,8 entre mulheres. A média era de 24,5 por mil, indicando queda nos anos posteriores.

Além disso, a violência letal é um fenômeno que atinge predominantemente os homens, para quem a taxa de homicídios foi em Sergipe de 99,3 a cada 100 mil habitantes, em 2018, contra 3,4 para mulheres. Em relação aos homicídios cometidos no domicílio, a taxa de homicídios entre os homens foi de 19,3 a cada 100 mil, e entre as mulheres 1,9. Já fora do domicílio essa taxa foi de 7,9 para os homens e 1,5 para as mulheres.

Entre as mulheres pretas ou pardas, verifica-se que em Sergipe, a taxa de homicídios ocorrida no referido grupo em 2018 foi superior à observada entre as mulheres brancas, tanto no domicílio, quanto fora dele. No domicílio, a taxa para as mulheres pretas ou pardas foi de 2,3 contra 1,3 para as mulheres brancas. Já fora do domicílio essa taxa era de 1,6 e 1,3, respectivamente.

Fonte: IBGE

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