Informação garante conta telefônica mais barata

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Receber a conta telefônica, para muitos consumidores, é ter dor de cabeça ou, no mínimo, uma má notícia. Ainda mais quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) fez o anúncio, no final do mês de junho, da correção de 7,27% nas chamadas “tarifas da cesta básica local” (que inclui habilitação, assinatura da linha e pulso) da telefonia fixa convencional.

 

Para completar, também foi anunciado o reajuste 7,99% nas chamadas feitas a partir dos telefones fixos da operadora Telemar para os celulares. A autorização do aumento foi publicada ontem, dia 15, no Diário Oficial da União (DOU) e deve passar a vigorar a partir deste domingo, dia 17. 

Diante de todas estas novidades, o consultor de empresarial Natan Araújo, da Advantage Telecomunicações e Informática, que auxilia empresas e órgãos, além de consumidores em geral, no controle dos gastos com telefonia, explica que para lidar com a situação é necessária uma ferramenta básica: informação. E isto desafia muita gente.


Natan Araújo: consumidor bem informado gasta menos
“Hoje, por mais que tente ficar bem-informado, o empresário geralmente tem outro foco e não se preocupa muito com esta área. Pode se dizer que atualmente existe uma atitude comum, entre empresas e pessoas, que é: ‘recebo a conta, choro três dias, pago e esqueço’”, define Araújo, que também destaca que, mais que nunca, tempo é dinheiro. E, no caso do telefone, o minuto não é barato. “É uma mercadoria”, lembra.

 

E o motivo do alheamento quase geral sobre o custo das tarifas, segundo o consultor, é que diante de tantas informações e serviços ofertados, as pessoas se sentem perdidas. E não é para menos, nos últimos anos as coisas mudaram tremendamente.

“Até meados dos anos 90 a telefonia era um serviço estatizado e, consequentemente, restrito. A coisa era tão crítica que uma linha telefônica era considerada um bem e devia ser declarado no Imposto de Renda. Muita gente também vivia da locação de linhas, antes consideradas itens de luxo”, descreve.

 

Com a privatização das teles, as empresas que passaram a atuar na área além de popularizar o telefone (fixo e móvel), por força da concorrência também criaram uma série de serviços – e custos diferenciados – para ganhar mais clientes. “E é nessa hora que as pessoas se perdem”, diz Araújo. “É comum a desinformação sobre detalhes de planos tarifários, degraus de tráfego e diferencial de tarifas”, afirma.

 

FICANDO POR DENTRO – Passar a conhecer mais como aproveitar as novas tecnologias do setor, bem como os serviços ofertados pelas empresas, segundo o consultor, pode representar economia de, no mínimo, 30% nos gastos com as contas telefônicas. “Basta haver gerenciamento”, garante Araújo.

 

De olho nesse dado, o Sebrae, por exemplo, estará ofertando de 8 a 12 de agosto o curso “Gestão de custos em telefonia para Micro e Pequenas Empresas”. “Nós vamos mostrar aos participantes as formas que eles têm de controlar e diminuir drasticamente os valores gastos com telefone”, informa o consultor. A palestra custará R$ 60,00 e será ministrada sempre nos horários das 19 às 22 horas.

 

Para quem não puder contar com um consultor próprio, Araújo dá umas dicas básicas. Segundo ele, no caso das empresas, as mesmas devem fazer uma análise apurada das contas telefônicas, estabelecer ligações mais fortes com as operadoras as quais estão vinculadas, pesquisar no mercado as ofertas de serviços e produtos (como ter internet banda larga, explorar o uso do e-mail) e ser consciente de que, em alguns casos, a telefonia móvel é mais barata que a fixa. “Por isso a necessidade de se fazer comparativo”, explica Araújo.

 

Para os consumidores domésticos, Araújo, que presta consultoria há 12 anos nesta área, também aconselha algumas medidas. “As famílias devem se unir e usar, todos, serviços de uma mesma operadora. Isto facilita na hora de se negociar e, também, porque a minutagem conjunta se torna mais barata quando em uma única empresa”, adverte o consultor, que se arrisca em fazer uma previsão: “A tendência é o desaparecimento da telefonia fixa”.

 

O caso do técnico em Edificações Tenyson Guimarães dá um certo respaldo ao que diz o consultor. Casado e pai de uma filha de dois anos, ele resolveu, no início de 2004, se desfazer da linha fixa que tinha em casa. “Não fazia sentido ficar pagando uma assinatura e certas tarifas, para mim misteriosas, quando mal ficávamos em casa. Resolvemos manter apenas os celulares”, explica. Como não tem computador em casa, o casal acredita que a linha fixa não faz falta. “Só pensaremos em comprar um quando o serviço de banda larga for ofertado em nossa área”, diz.

 

Para Araújo, o consumidor, independente o tipo de serviço que utilize, deve estar consciente do que consome e do que lhe é cobrado. “Quem não pesquisa antes de comprar, certamente não economiza. Esta mesma regra de ouro serve para a telefonia. Estando atento, o consumidor pode descobrir uma série de benefícios e gastar bem menos”, ensina. Agora é praticar.

 

Por Valnísia Mangueira

Da Redação do Portal InfoNet

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