Inicia derrubada de barracos em Socorro

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Barracos desocupados estão sendo os primeiros a serem derrubados
Já teve início a derrubada dos barracos da ocupação Nossa Senhora Aparecida, no município de Socorro. A determinação de desocupação da área partiu da Justiça, que atendeu a um requerimento de uma construtora proprietária do terreno. Os morados da invasão dizem que não tem para onde ir e exigem a presença de autoridades.

Por enquanto só a polícia está no local. São mais de 90 homens que foram deslocados para assegurar o cumprimento da determinação judicial. “As negociações ocorrem há quatro meses e estavam todos cientes de que a desocupação ocorreria hoje. Espero que tudo ocorra de forma ordeira”, afirma o tenente-coronel Enilson Aragão, que comanda a operação. Além do efetivo policial, a PM providenciou caminhões para a retirada dos pertences dos 

Cerca de 200 barracos devem ir ao chão nesta sexta
moradores dos barracos.

A polícia estima que cerca de 500 a 600 pessoas vivem no local, em aproximadamente 200 barracos, a maioria construções de taipa ou papelão. O trator começou a derrubada dos barracos que não são habitados. E alguns moradores, a exemplo da jovem Maria Cristina Celestino, mãe de um filho pequeno e grávida de quatro meses, nem chegou a tirar os objetos do barraco, porque segundo ela, não tem para onde ir.

O sentimento geral dos ocupantes é de permanecer no local. “Ninguém tem para onde ir. Até agora nenhuma autoridade veio negociar com agente. Nem a juíza ouviu a gente antes dessa decisão. Por que

Famílias não tem para onde ir e aguardam ação da prefeitura
ninguém vem atrás na hora que a gente necessita?”, questiona Sergio Antonio Bomfim, um dos lideres da ocupação. Ele exige a presença de representantes da prefeitura de Nossa Senhora do Socorro e do Governo do Estado para tentar encontrar um local para levar as famílias.

A operação de derrubada dos barracos deve prosseguir durante todo o dia. Até agora, não houve nenhuma posição da Prefeitura de Socorro ou do Governo, quanto ao destino que será dado a essas famílias.

Por Carla Sousa









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