Instalado Fórum em Defesa de Aracaju

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Falta de planejamento é uma das discussões no fórum
Foi lançado na última terça-feira, 14, na sede do Sindicato dos Previdenciários de Sergipe (Sindiprev), o Fórum em Defesa de Aracaju. O objetivo é discutir a necessidade de alertar a população para os problemas que a capital sergipana tem sido vítima nos últimos anos e que vem sendo agravados segundo os integrantes do fórum, pela falta de planejamento dos gestores públicos e privados em relação a ocupação e uso do solo e “de uma gestão urbana caótica”.

De acordo com o coordenador do fórum, José Firmo, este processo de construção e, sobretudo, de expansão da cidade deu-se concomitantemente pela ocupação das partes mais elevadas, daí disperso e desordenado, e pela artificialização de áreas alagadiças mais baixas, através de aterros igualmente descontínuos e desordenados.

“A nossa preocupação vai ao sentido de que: está para ser votado pela Câmara de Vereadores de Aracaju um Plano Diretor, que transformado em Lei irá influenciar diretamente a vida dos aracajuanos, seja de forma negativa ou positiva, a depender da intervenção da população e da Sociedade Civil Organizada”, destaca.

Plano Diretor

Neste Plano Diretor, deve-se discutir qual o tipo de arruamento desejado, de forma que se evitem os engarrafamentos constantes na cidade. “O problema não vai ser resolvido pela simples construção de uma Ponte que ligue o Inácio Barbosa ao Augusto Franco, visto que o viaduto do Distrito Industrial amenizou mais não resolveu. Calcula-se que daqui a cinco anos estaremos na mesma situação de São Paulo”, enfatiza.

Calçadas

José Firmo disse ainda que a circulação de pedestres nas calçadas sem o incômodo de serem atropelados por ciclistas ou mesmo automóveis e em que locais aracajuanos querem as áreas verdes, visando amenizar os efeitos da poluição sonora, do ar e do efeito estufa, também estão em pauta no fórum.

“Recentemente a natureza alertou à comunidade aracajuana, sobre os efeitos da irresponsabilidade do crescimento urbano desordenado e a qualquer, ao custo principalmente de uma Qualidade de Vida Verdadeira. As chuvas que caíram sobre a cidade produziu efeitos catastróficos em todas as áreas. Mas, foi na zona de expansão da região sul que os olhos da cidade se voltaram de forma mais incisiva. Dessa forma, a comunidade política e os grandes grupos imobiliários se aproveitaram desta situação para impor uma agenda de votação a toque de caixa e repique de sino, do Plano Diretor”, enfatiza José Firmo.

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