Integrante do MST é assassinado no interior da Bahia

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O lavrador Edivaldo Almeida, de 41 anos, foi assassinado ontem em um cidade do interior da BA (Fotos: Portal Infonet)
O corpo do lavrador e integrante do Movimento dos Sem Terra (MST) Edivaldo Almeida de Souza, de 41 anos, deu entrada na noite dessa segunda-feira, 14, no Instituto Médico Legal (IML). O lavrador morava no município de Carira e, ontem, decidiu acampar em um assentamento no município de divisa entre Bahia e Sergipe, Coronel João Sá, quando foi alvejado com tiros por indivíduos não conhecidos, que perseguiram ele e um mototaxista que estava na companhia da vítima.

Para Valdeir Almeida de Souza, irmão da vítima, é possível que o crime tenha motivação em um acerto de contas. “Meu irmão era casado e deixou dois filhos. Não é do nosso conhecimento que ele tinha alguma desavença, mas acreditamos sim na possibilidade de vingança ou acerto de contas”, considerou o irmão da vítima, na manhã desta terça-feira, 15, esperando a liberação do corpo no IML.

Valdeir Almeida, irmão da vítima, não descarta a possibilidade de um crime premeditado
O assassinato aconteceu no início da tarde de ontem, mais precisamente no povoado Posto de Adonias, em Coronel João Sá. Segundo informações, a vítima e um mototaxista, que levou Edivaldo Almeida até o município baiano, foram perseguidos por um carro até receberem tiros no local. A polícia da Bahia prestou atendimento às vítimas, mas o lavrador não resistiu e foi encaminhado para a cidade de Carira. O mototaxista recebeu dois tiros, um no rosto e outro no abdômen, e se encontra no hospital da cidade, recebendo atendimento intensivo.

“Fiquei sabendo do assassinato contra meu irmão por volta das 18h em Moita Bonita, cidade onde moro. Minha família está muito abalada porque não imaginávamos algum tipo de rixa no passado contra ele. Só um tiro no pescoço levou meu irmão a óbito. Ainda não procuramos informações a respeito do crime, mas sabemos que não foi um simples assalto”, avaliou Valdeir, descartando o crime por latrocínio [roubo seguido de morte] já que seu irmão ainda portava dinheiro no valor de R$ 80, assim como o mototaxista, que estava com a renda obtida no dia de trabalho.

A investigação do crime deverá ser realizada pela Delegacia de Coronel João Sá, local onde o assassinato aconteceu. “Não queremos nenhum tipo de vingança pela morte do meu irmão. Ele vai deixar muita saudade para família e amigos. Agora é entregar nas mãos de Deus”, disse Valdeir, emocionado.

Por Jeimy Remir e Raquel Almeida

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