Itabaiana: 19 homicídios apenas neste ano

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Joel Ferreira: estrutura carente e otimismo para combater violência (Foto: Portal Infonet)

Com o assassinato de Jailton Francisco de Lima, 32, conhecido como Bodinho, eleva-se para 19 o número de homicídio registrado no município de Itabaiana neste ano. De acordo com informações do tenente-coronel Reinaldo Chaves, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, todos os crimes são praticados com as mesmas características e à noite.

As mortes apresentam característica de crime de execução e todas as vítimas, mesmo aquelas que nunca tiveram passagens pelo sistema prisional ou pela Delegacia de Polícia, possuem certo vínculo com o tráfico de drogas e roubos variados, segundo a ótica do tenente-coronel.

Um grande número de homicídios ocorreu numa localidade conhecida como Invasão. Foi neste local que Bodinho foi assassinado a tiros por volta das 21h desta quinta-feira, 19. O crime foi praticado por dois homens que se aproximaram da vítima utilizando uma motocicleta. A polícia não possui pistas dos assassinos e recebeu informações, por meio de telefonemas anônimos, de que Bodinho teria envolvimento com o tráfico de drogas.

Justiceiros

Corpo de Sebastião, um ex-presidiário morto na quarta-feira em Itabaiana (Foto: PM)

O delegado Joel Ferreira, coordenador de Polícia Civil do Interior, não esconde a preocupação com a violência registrada no município, considera como carente a estrutura policial para combater a criminalidade, mas não perde o otimismo. “Estamos reforçando o policiamento preventivo, estamos com um delegado novo e temos a perspectiva de realizarmos um trabalho mais incisivo voltado para o combate aos homicídios e contra o tráfico de drogas”, ressaltou o delegado.

Joel Ferreira reconhece o rol dos crimes insolúveis e vê possibilidade de existir um grupo de justiceiros na região, motivado para assassinar pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e outros crimes. “Não descartamos a possibilidade de justiçamento, mas não por parte da polícia”, analisa. Para o delegado, as mortes registradas naquela região estão efetivamente vinculadas com o tráfico de drogas. “Pelo menos 80% destas mortes têm vinculação com as drogas. Isso para ser cauteloso. É algo cruel”, ressalta.

Por Cássia Santana

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