Jornalista Cristian Góes presta novo depoimento

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Cristian Góes ao lado de Caroline Rejane (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Foi realizada na manhã desta sexta-feira, 19, mais uma audiência do processo criminal que o desembargador Édson Ulisses Melo moveu contra o jornalista Cristian Goes por entender que o texto “Eu, o coronel em mim” teria sido escrito para ele [o magistrado].  Na ocasião, a juíza Brígida Declec, ouviu as testemunhas de defesa, as professoras Lilian Franco e Sônia Mary Azevedo e de acusação, o advogado criminalista Emanoel Cacho.

De acordo com o jornalista, a professora Lilian Franco é pós-doutora em Comunicação nos Estados Unidos e professora de Comunicação e de Letras da Universidade Federal de Sergipe e a professora Sônia Mary é professora na área da Educação, também da UFS.

“As duas deram verdadeiras aulas mostrando a diferença de textos jornalísticos, literários, ficcionais e principalmente mostrando ser impossível fazer uma associação com o texto que escrevi, pois qualquer pessoa pode escrever um texto ficcional sem comparar com a realidade. A juíza me fez algumas perguntas e eu tive um bom tempo para respondê-las com firmeza, mostrando que o texto não foi escrito para o desembargador Edson Ulisses”, ressalta Cristian Goes.

Terminada a audiência desta sexta-feira, nos Fóruns Integrados, a juíza deu prazos de cinco dias para o Ministério Público Estadual (MPE) se pronunciar e cinco dias para pronunciamentos dos advogados de acusação e defesa. Resta ainda o depoimento do jornalista Paulo Henrique Amorim, que será em São Paulo.

Quanto ao processo na área cível, o desembargador pede uma indenização cujo valor não foi divulgado, além de R$ 25 mil para os honorários advocatícios. O juiz Aldo Albuquerque deu prazo de 15 dias para a defesa se pronunciar.

Para a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Caroline Rejane Sousa, que acompanhou a audiência, “o Sindijor está na expectativa de que a Justiça avalie, para que não haja a quebra da liberdade de expressão. Caso o jornalista seja condenado, abre um precedente perigoso não somente para os profissionais de Comunicação, mas para os trabalhadores que se expressam por meio da arte”.

Por Aldaci de Souza

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