Jovem acusa lanchonete de discriminação

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Alan Dantas diz que foi discriminado (Fotos: Portal Infonet)
O profissional de informática, Alan Dantas Ferreira, não consegue entender porque foi discriminado e considerado suspeito após ter consumido e pago pelo lanche em uma franquia multinacional. O fato ocorreu no último sábado, 24, quando já passava das 23h e Alan chegou a loja localizada na avenida Hermes Fontes e pagou por três pedidos, após consumir o lanche o jovem deixou a loja e se dirigiu a um ponto de táxi.

Neste momento, segundo a vítima uma viatura da Polícia Militar com três policiais e sirene ligada abordaram e pediram para Alan encostar em um muro. “Fiquei muito nervoso, não sabia o que estava acontecendo, mas os policiais pediram para olhar o bornal que estava comigo e quando perceberam que não tinha nada, pediram desculpas e disseram que só estavam cumprindo um chamado feito pela lanchonete através do Ciosp [Centro Integrado em Operações de Segurança Pública]”, relata Alan Dantas que explica que os policiais disseram que o chamado dava conta de que um homem suspeito, com todas as características do

Notas fiscais comprovam que o jovem pagou pelo lanche
jovem, teria deixado a lanchonete.

Alan Dantas enfatiza que entende que a abordagem dos policiais é necessária, mas não sabe por que a lanchonete teria feito a ligação. “A loja tem câmeras de segurança. As imagens podem provar que eu não estava oferecendo nenhum tipo de perigo. Entrei naquele estabelecimento, paguei pelo que consumir e deixei o local”, ressalta o jovem que está muito abalado com o fato.

“Fui humilhado, discriminado, chorei bastante, fiquei em choque durante várias horas, peguei um táxi e como não queria preocupar a minha família fiquei em um condomínio vizinho a minha residência tentando me acalmar”, diz emocionado.

Desculpas

Mesmo tendo certeza que tem direito a entrar com processo contra a rede, Alan afirma que gostaria apenas de entender o que realmente aconteceu. O jovem menciona que no último domingo, 25, esteve na franquia por duas vezes em horários diferentes e conversou com dois gerentes de prenomes Samuel e Thiago que disseram que o assunto seria levado a rede de São Paulo.

“Hoje [26] retornei a lanchonete e a gente nota o descaso porque fiquei sabendo que uma das pessoas que se identificou para mim como sendo gerente, Thiago, não é gerente e sim um funcionário que não tem autonomia para resolver a situação. Hoje recebi a informação que alguém de São Paulo entrará em contato”, salienta.

Ciosp

Alan Dantas diz que vai procurar a ouvidoria da Polícia Militar para obter o registro da ocorrência junto ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp). “Quero saber quem realmente ligou e pediu para que a polícia me abordar”, diz.

O assessor de comunicação da Secretaria da Segurança Pública(SSP), Lucas Rosário, esclarece que qualquer pessoa pode solicitar informações do Ciosp mediante o preenchimento de um requerimento junto ao orgão. Para isso, basta ir até o Ciosp que fica na avenida Maranhão, na capital sergipana.

Franquia

Por meio de uma nota, o McDonald”s esclareceu que está apurando os fatos, que não condizem com a política de conduta da empresa. De acordo com a assessoria da empresa a marca é reconhecida por estar presente em diversos países, das mais variadas religiões e costumes e ressalta que faz questão de conversar com o consumidor para esclarecer qualquer eventual mal-entendido.

Por Kátia Susanna

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