Jovem ainda não procurou a ouvidoria da PM

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Jovem ainda não procurou a ouvidoria da PM
O jovem que alega ter sido agredido por um sargento da polícia Militar na noite do último sábado em boate no bairro Atalaia, ainda não esteve na ouvidoria da Polícia Militar para registrar a ocorrência.

Segundo o jovem, que não quis ser identificado, a única providência tomada após a agressão, foi o registro da ocorrência na Delegacia Plantonista, além do exame de corpo e delito realizado no Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com o rapaz, ainda na manhã dessa quarta-feira, 8, irá até o Ministério Público Estadual registrar o fato. “Drevo ir também à corregedoria, mas antes quero deixar registrado em outras estâncias”, explica.

Fato

O jovem alega ter sido agredido durante uma festa que acontecia em uma boate no bairro Atalaia. De acordo com a suposta vitima, o sargento da polícia trabalhava como segurança nessa boate e teria acusado o rapaz de jogar cerveja nas pessoas.

O jovem relatou que foi conduzido até a parte externa da boate, sendo agredido com murros pelo policial.

Segundo o rapaz ao chegar no lado de fora da boate, o sargento teria disparado um tiro em sua direção, mas por intervenção de uma amiga da suposta vítima, o tiro teria atingido o chão.

PM

De acordo com o assessor de comunicação da Polícia Militar, capitão Donato, o sargento envolvido no episódio já foi identificado pelo comando da polícia e já foi ouvido.

Donato afirmou que trabalhou na boate algumas vezes e que no dia do incidente não estava trabalhando, estava apenas se divertindo.

As informações passadas pelo policial, segundo o assessor, foi que  ele estava na parte de baixo da boate e o jovem na parte de cima e que teria percebido que o rapaz estava derrubando involuntariamente cerveja nas pessoas. “Ele relatou que subiu e foi falar com rapaz para que o mesmo tivesse cuidado, pois estava derramando cerveja nas pessoas, nisso o rapaz negou e se exaltou”, explica Donato

As informações ainda dão conta de que o policial explicou ao assessor de comunicação que outros colegas do jovem fizeram intervenção, que resultou as vias de fatos. “ O policial está com uma lesão na orelha que pegou 15 pontos e segundo ele foi causada por uma mordida de um dos rapazes que partiram para cima dele”, ressalta.

O policial teria explicado ao comando da polícia que depois da agressão sofrida dentro da boate foi até o banheiro lavar a orelha e pegar a arma que estava guardada em uma parte restrita da boate.

Donato informou que o policial relatou que ao sair da boate encontrou os jovens do lado de fora. “Ele explicou que quando os rapazes o viram já partiram para cima dele e dessa forma ele acabou realizando um  disparo proposital para o chão, com isso dois correram e dois ficaram” relata.

O assessor explicou que as informações passadas pelo policial ainda dão conta de que uma viatura chegou ao local e conduziu todos até a delegacia plantonista. “Foi feito um termo circunstanciado e foi dado uma guia de encaminhamento para que o policial realizasse exame de corpo e delito, por conta do ferimento na orelha”, ressalta capitão Donato.

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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