Jovem deficiente teria sido agredido por políciais

Sandra Valéria quer Justiça
A moradora do bairro Santa Maria, Sandra Valéria Santos, levou o filho, deficiente mental, para fazer exame de corpo delito na manhã dessa quinta-feira, 18, no Instituto Médico Legal (IML). Segundo ela, seu filho Wesley Santos, de 19 anos, teria sido agredido por policiais na última terça-feira, 16, durante uma festa de carnaval. “Ele não estava participando da festa. No momento da confusão Wesley tava saindo da casa do meu outro filho”, contou Sandra.

A moradora também relatou que policiais dispararam tiros durante o conflito e que, nesse momento, seu outro filho teria tentado chamar Wesley para voltar para dentro de casa. “Como ele não ouve bem e também não fala direito, ficou atordoado e não conseguiu voltar. Nessa hora os policiais pegaram ele e começaram a espancar”,afirmou.

Sandra informou que moradores ainda tentaram impedir a ação dos policiais, informando que o

Jovem com marcas das agressões no rosto
jovem tinha problemas mentais. “Populares falaram que Wesley era doido e os policiais disseram que eles também eram e que iriam fazer meu filho ficar bom”, relatou a mãe do jovem.

De acordo com Sandra Valéria, policiais teriam colocado o filho dentro de uma viatura e teriam saído do local. “Foi aí que comecei a procurar meu filho pelas delegacias, porque a primeira informação que tive foi a de que ele tinha ido para a Plantonista”, comentou.

Após ter procurado o filho nas delegacias do bairro e na Plantonista, a mãe foi informada que o filho havia sido encontrado próximo a uma lixeira do bairro. “Uma pessoa passou e reconheceu ele e levou para casa. Ele tava tonto de tanta porrada que levou”, relatou.

A mãe de Wesley disse que irá até a Corregedoria da Polícia e em seguida ao Ministério Público Estadual. “Não vai ficar por isso mesmo! Alguém tem que tomar uma providência porque isso foi um grande absurdo”, finalizou a mãe do jovem.

InvasãoX Agressão

Morador diz que teve casa invadida por políciais e que foi agredido
Quem também esteve no IML para realizar um exame de corpo delito foi outro morador do bairro Santa Maria que alega ter sido espaçando por dois policiais na madrugada de terça-feira, 16, por volta das 4h.

“Estava dentro da minha casa ouvindo música quando dois policiais chegaram na minha porta e mandaram desligar o som e sair de casa”, relatou José Lino dos Santos.

O morador informou que após ter baixado o volume do som se dirigiu até a frente da casa para saber do que se tratava. “Quando me aproximei já fui recebendo um murro na barriga, então recuei para dentro da casa”, explicou José.

De acordo com o homem, os policiais invadiram sua residência e continuaram as agressões, e chegaram a disparar um tiro para cima. “Eles apontaram a arma para minha cabeça, chegaram a engatilhar a pistola, mas o disparo acertou o teto”, contou.

José Lino também informou que ainda tentou reagir, mas eles só pararam depois que sua esposa e filha acordaram. “Eu ainda tentei segurar um dos policiais, mas o outro colocou a pistola na minha barriga e me mandou soltar. Aí minha esposa chegou e ficou pedindo para parar”, explicou o morador.

Morador diz que policiais dispararam tiros dentro de sua casa

Ainda de acordo com José Lino, um dos policiais identificados como Agnaldo realiza trabalho extra em uma lotérica do bairro e já é conhecido pelos moradores por sua conduta agressiva. “Ele já deixou um rapaz lá do bairro em uma cadeira de rodas por causa de uma confusão assim. O outro eu não sei quem é, mas esse eu já conhecia de lá”, relatou o morador.

Polícia Militar

De acordo com o assessor de comunicação da Polícia Militar, Capitão Marcos Carvalho, a ouvidoria da Polícia Militar, está aberta para receber as famílias que queiram prestar queixas. “Nós estamos à disposição da população e quero dizer que todas as denúncias que chegam até a ouvidoria são investigadas e se forem comprovadas, existem punições que podem chegar inclusive a demissões”, explicou o assessor.

Capitão Marcos também ressaltou que nos casos de denúncias infundadas, a outra parte também será acionada judicialmente. “É bom salientar que muitas denúncias, quando apuradas, não tem fundamento. Nesses casos decidimos se iremos acionar a Justiça, para que coisas desse tipo não aconteçam”, relatou.

De acordo com o capitão, no conflito entre policiais e moradores do bairro Santa Maria houve abuso por parte da população. “Populares foram para cima dos policiais, tentando invadir delegacia para soltar presos, jogando pedras e ovos e nós não vamos ficar acuados”, salientou o assessor.

Por Alcione Martins e Carla Sousa

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