Juíza ouve testemunhas de defesa do bombeiro acusado de estupro

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Segundo o advogado da bombeira militar, Osnyr Ramos, o saldo da audiência foi bastante positivo para a defesa (Foto: Portal Infonet)

Em audiência de instrução e julgamento realizada na manhã desta quarta-feira, 04, na 6ª Vara Criminal, do Fórum Gumersindo Bessa, a juíza Aline Cândido Costa ouviu duas testemunhas de defesa apresentadas pelo  bombeiro acusado de estuprar uma colega de corporação no final de maio do ano passado durante uma festa de confraternização. Segundo a magistrada, após o tempo previsto em lei para alegações de ambas as partes (acusação e defesa) será marcado o interrogatório do acusado.

Segundo o advogado Osnyr Ramos, que atua como assistente de acusação, a audiência revelou pontos contraditórios em depoimentos de testemunhas apresentada pela defesa do acusado . “Nós perguntamos e também fizemos alguns questionamentos”, ressalta. Ainda segundo Ramos, houve pontos de contradições no depoimento. “Em um determinado momento as testemunhas entraram em contradição. E isso favorece muito a acusação. Não posso entrar em detalhes porque o caso corre em segredo de justiça”, destaca.

Em relação à acusação de estupro que pesa contra o bombeiro militar, o advogado Osnyr Ramos lembra que a lei que trata sobre o tema sofreu alterações. “É bom ressaltar que estupro não é somente quando existe conjunção carnal. Insinuar atos libidinosos na vítima ou tentar alguma prática sexual sem consentimento, também o é”,  destaca o advogado da bombeira militar.

O Portal Infonet não conseguiu entrar em contato com os advogados do bombeiro militar. O Portal Infonet permanece à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br ou do telefone (79) 2106 – 8000.

Relembre o caso

O Corpo de Bombeiros de Sergipe (CBM-SE) confirmou através de uma nota oficial divulgada no dia 12 de julho do ano passado que a Delegacia de Grupos Vulneráveis (DAGV) que estava investigando uma denúncia de que um bombeiro teria estuprado uma colega da corporação. “O Corpo de Bombeiros explicou que o suposto crime não ocorreu nas dependências da corporação, mas em um condomínio, onde os militares participavam de uma confraternização junto a outros colegas de um curso de aprimoramento que haviam concluído”, informou a corporação em nota à época.

por João Paulo Schneider  e

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