Júri condena réus por homicídio qualificado de Crizzan

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Sessão foi concluída por volta das 22h desta sexta-feira (Foto: Enviada pelos familiares da vítima) 

Os réus Nailton Vitório Santos [pedreiro da obra], Carlos Ruan Andrade Vieira [vigia] e Edinaldo Andrade [encarregado da obra] foram considerados culpados e acabaram condenados pela morte de Crizzan dos Santos, na sessão do júri que durou dois dias e foi concluída na noite desta sexta-feira, 6, no Fórum Gumersindo Bessa. Nailton foi sentenciado com pena de 31 anos e onze meses de reclusão; Carlos com 23 anos e três meses; e Edinaldo com 23 anos e seis meses de prisão. A todos eles foi negado o direito de recorrer em liberdade, por entendimento da ‘incompatibilidade de convívio social’.

O júri entendeu que os três cometeram crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver e vão cumprir pena em regime fechado. Nailton era o único que tinha antecedentes criminais e contra ele, ainda pesou o crime de furto, por ter levado a bicicleta da vítima para casa – esses fatores fizeram da sua pena a maior entre os demais acusados.

A sessão foi encerrada por volta das 21h50. A sentença dos acusados foi como um alívio para os familiares, que durante os dois dias de julgamento se fizeram presente no Fórum. “Estamos satisfeitos com essa pena. Não teremos o Crizzan de volta, mas pelo menos os culpados vão pagar. Nossa maior revolta era ver o Edinaldo solto, mas os depoimentos da delegada e testemunhas foram muito importantes para o júri”, afirmou Romário Evangelista, tio da vítima.

Apesar da condenação, os motivos do crime não foram atestados no corpo do processo, já que não foram confessados durante interrogatório. Segundo o tio da vítima, os acusados chegaram a mudar o discurso durante o julgamento, que acabou em tom de incoerência quando apresentado os depoimentos dos mesmos na delegacia à época da investigação.

Nossa reportagem não conseguiu contato com a defesa dos acusados para saber se haverá apelação da decisão do júri, mas permacemos à disposição por meio do telefone (079) 2106-8000 ou e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Por Ícaro Novaes

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