Justiça condena ex-prefeito de Dores por fraude em licitação

Processo licitatório foi direcionado para favorecer empresa

Processo licitatório foi direcionado para favorecer empresa (Foto: Freepik)

Após ação criminal ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Nossa Senhora das Dores (SE) Thiago de Souza Santos e mais quatro pessoas por fraude em licitação e desvio de recursos públicos. As penas chegam a sete anos de reclusão, a serem cumpridos em regime semiaberto. Os crimes ocorreram na contratação da empresa Aliança Consultoria para prestação de serviços de cursos e capacitações na área de saúde. O valor total do contrato assinado foi de R$ 986 mil.

Fraude

De acordo com as investigações realizadas pelo MPF e pela Polícia Federal (PF), os ilícitos foram cometidos em 2019, na Secretaria Municipal de Saúde de Nossa Senhora das Dores, na aplicação de verbas federais repassadas pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Municipal de Saúde.

A apuração mostrou que houve arranjos para a licitação em reunião prévia. No edital, regras abusivas limitaram a concorrência entre empresas, como a exigência de registro das empresas concorrentes no Conselho Regional de Administração (CRA-SE) e a comprovação de possuir, no quadro permanente de funcionários, uma lista de 16 profissionais de diversas áreas da saúde, como médicos, enfermeiros, odontólogos e fisioterapeutas.

A empresa Aliança, mesmo sem cumprir os requisitos exigidos no edital, foi declarada vencedora da licitação. No mesmo dia da sessão, foi assinado o contrato, no valor total de R$ 986.015,00, e realizado o empenho em favor da empresa.

Desvio

De acordo com as investigações, a licitação foi superfaturada e os serviços contratados não foram entregues por completo. Ficou constatado, em depoimentos e documentos, que os profissionais palestrantes apresentados pela Aliança não atendiam aos requisitos do contrato, que houve fraudes nas listas de presença e que materiais previstos nos contratos como bolsas, cadernos e camisetas não foram entregues. Os levantamentos do MPF e da Polícia Federal indicam que houve pagamento irregular de R$ 191,2 mil, em valores de 2021, para a empresa Aliança.

Penas

Os cinco envolvidos foram condenados pelos crimes de fraude à licitação e peculato (desvio de recursos públicos). Todos devem cumprir as penas em regime semiaberto. Os cinco condenados também deverão pagar multa de 2% sobre o valor do contrato licitado. Ainda cabe recurso da sentença.

Improbidade Administrativa

Pelos mesmos fatos relatados na denúncia criminal, o MPF também ajuizou uma ação de improbidade administrativa, que está em fase de instrução e tramita na Justiça Federal com o nº 0800465-70.2021.4.05.8501.

O Portal Infonet não conseguiu localizar o ex-prefeito e os demais envolvidos, mas permanece à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br

Com informações do MPF/SE

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