LER/DORT se torna um dos maiores problemas da vida moderna

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Almofada ergonômica e tala para o pulso
Com toda a agitação provocada pela evolução da sociedade humana, o stress tornou-se um dos maiores problemas provocados pela vida urbana, principalmente pelos que vivem nos grandes centros. Concluir o dia em 24 horas está praticamente impossível. As pessoas correm contra o tempo e acabam sofrendo as conseqüências disso no próprio corpo. Ultimamente, o índice de pessoas que sofrem com as dores provocadas pela LER/DORT é alto e preocupante. Com isso, as empresas vêm alertando seus funcionários sobre o risco de desenvolver uma atividade, de forma repetitiva e sob tensão.

Atingindo principalmente os membros superiores, músculos, nervos e tendões, provocando irritações e inflamação dos mesmos, a LER/DORT, é geralmente causada por movimentos repetidos e contínuos, com conseqüente sobrecarga do sistema músculo-esquelético. O esforço excessivo, má postura, stress e más condições de trabalho, também contribuem para aparecimento da doença que, em casos extremos, pode causar até perda de movimentos.

O reumatologista Silvio Amaral
“Há algum tempo atrás, o Ministério do Trabalho modificou a nomenclatura da Lesão por Esforços Repetitivos – LER -, para Doença Ósteo Muscular Relacionada ao Trabalho – DORT. Essa mudança se deu pelo fato da antiga nomenclatura não contemplar todos os casos, pois as lesões provocadas pelo trabalho, nem sempre eram adquiridas por algum esforço repetitivo. A pessoa pode sofrer com as dores da doença por causa de diversos fatores, como postura, iluminação, temperatura do local de trabalho e, principalmente, o stress. Hoje em dia não se pode mais associar a doença ao uso ostensivo do computador, pois já foi comprovado que a doença pode ser adquirida inclusive por pessoas que não usam a máquina, como os mecânicos”, explica o reumatologista e especialista em Medicina do Trabalho, Silvio Amaral.

Pedais que estimulam a circulação
Esse problema, de fato, é normalmente enfrentado por pessoas que utilizam intensamente o computador, como os digitadores, mas estudiosos notaram que sob o efeito de stress qualquer um pode se tornar vítima da lesão. No Estado de Sergipe, por exemplo, o maior índice de pessoas com a LER/DORT está entre os bancários e pessoas que trabalham em supermercados. Segundo Amaral, está havendo uma preocupação por parte do Ministério do Trabalho, que vem fiscalizando as empresas através das Delegacias Regionais do Trabalho – DRT -, com relação às condições a que seus funcionário são submetidos, devido ao elevado índice de lesionados que terminam por se afastar dos seus cargos. Por isso, as próprias empresas, deixando a visão capitalista de lado, estão se preocupando em não só alertar seus funcionários sobre os riscos da doença, como também estão introduzindo métodos de prevenção no dia-a-dia dos funcionários.

Para que maiores problemas possam ser evitados, métodos simples de prevenção, podem ser colocados em prática. Para os digitadores, a primeira medida para prevenir o problema é digitar de maneira correta, já que um dos erros mais comuns dos usuários de computador é descansar o antebraço sobre a mesa e levantar os punhos para que as mãos alcancem o teclado ou o mouse, fazendo com que nervos e tendões fiquem comprimidos na altura do punho, causando inflamações. A posição correta é manter a mão e o antebraço erguidos e numa linha reta, com os braços mantidos sempre junto ao corpo e dobrados num ângulo de 90 graus, sem repousar nem mesmo em almofadas conhecidas como “ergonômicas”. Outro erro comum é utilizar talas, que supostamente imobilizam os punhos na posição correta para a digitação.

“Alguns métodos ergonômicos são tidos como eficazes mas, às vezes, o problema está onde menos se espera, como a posição do monitor e a baixa temperatura do local, por exemplo, o que é extremamente comum em bancos. É importante que as pessoas saibam que não é um único fator que provoca a LER/DORT, mas a junção de falhas que podem ser corrigidas de forma simples. Pucos sabem que inclusive a iluminação pode causar algum tipo de lesão”, alerta o reumatologista.


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