Atendendo a um pedido do Ministério Público Federal em Sergipe, a Justiça Federal determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF), a Caixa Seguros e a Construtora Celi realizem a reforma do Edifício Turqueza, localizado no condomínio Parque Diamante, em Aracaju. Os apartamentos apresentavam rachaduras e trincas nas paredes, com possibilidade de agravamento e desmoronamento. Após receber uma representação de moradores do edifício, o MPF realizou uma diligência no prédio e constatou a existência de rachaduras em várias áreas do Edifício Turqueza. Posteriormente, um laudo técnico da Defesa Civil apontou a existência de trincas nas paredes, descolamento de paredes, lajes e caixões das portas, com possibilidade de desmoronamento. Os laudos técnicos apontam que erros na construção do prédio levaram ao aparecimento de tais problemas. Tais documentos demonstram que as fundações e alicerces do imóvel foram construídas de maneira inadequada para o tipo de solo do local. Uma das provas periciais presentes no processo também afasta a possibilidade de a má conservação e a idade do imóvel terem influenciado nos problemas estruturais. Outros prédios Um laudo da própria Caixa Seguros, presente em uma dessas ações, aponta que os problemas estruturais desses prédios também se devem a vícios na construção. Diz ainda que problemas parecidos poderiam ocorrer em outras unidades do condomínio, haja vista terem sido construídas com o mesmo material sobre o mesmo tipo de solo. Decisão Além disso elas terão que repassar um auxílio-aluguel no valor de R$ 500 a cada uma das famílias. As despesas com mudança também ficarão a cargo das rés. As obras de recuperação deverão ser iniciadas tão logo os moradores sejam retirados do local.
Em 2001, os moradores do Edifício Turqueza chegaram a ser retirados do local para que fosse realizada uma reforma geral por conta das rachaduras presentes no imóvel. Contudo, os problemas voltaram a aparecer.
No mesmo condomínio, outros prédios já enfrentaram problemas parecidos e também foram alvo de ações. Em 2003, o MPF já havia movido uma ação contra CEF, Caixa Seguros e Celi por conta da demolição parcial do Edifício Pedra Azul, que ameaçava desabar por conta de vícios na construção. Em 2006, moradores dos Edifícios Manganês e Cristal ingressaram com ações por problemas semelhantes. Esta último, inclusive, encontra-se interditado há cinco anos.
Atendendo integralmente ao pedido formulado pelo MPF, em ação assinada pelo procurador da República Rômulo Almeida, a Justiça Federal determinou que as três rés se responsabilizem pela reforma do Edifício Turqueza. Para tanto, elas deverão custear a retirada dos moradores do local. Caso descumpram as determinações, CEF, Caixa Seguros e Celi estarão sujeitas ao pagamento de multa diária de mil reais cada uma.
Fonte: MPF/SE
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