Mãe visita menino autista em um abrigo de Aracaju

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Menino de 12 foi abandonado no Shopping Riomar (Foto: Divulgação Prefeitura de Aracaju)

A mãe do garoto autista que foi deixado no Shopping Riomar mês passado, visitou a criança em um dos abrigos de Aracaju, na última sexta-feira, 8. O caso foi investigado pela delegada Lara Schuster, do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e o inquérito já foi concluído, com a constatação de que “houve abandono por parte da mãe”. A Justiça irá decidir o destino do menino [se fica em Sergipe ou retorna à Bahia].

“Concluímos o inquérito semana passada e está provado que a mãe abandonou a criança aqui em Aracaju. Mas existem dúvidas se no momento que ela deixou o menino sozinho no shopping, se ela estava bem das faculdades mentais, já que sofre de depressão”, explica a delegada.

Lara Schuster disse ainda que, cabe ao Juizado da Infância e Juventude em Sergipe, decidir se a criança vai permanecer em Aracaju ou será transferida para o Estado da Bahia, local em que os pais [separados] residem, sendo que o pai [advogado] mora em Salvador e a mãe [psicóloga], na cidade de Amargosa.

“Tanto o pai, quanto a mãe foram ouvidos, inclusive a mãe visitou a criança na última sexta-feira, mas somente o Juizado da Infância e Juventude decidirá se o menino permanecerá em Aracaju ou se retorna para a Bahia. A minha parte já foi encerrada com a conclusão do inquérito”, enfatiza Lara Schuster.

O menino de 12 anos está no Abrigo Municipal Caçula Barreto. O Portal Infonet tentou entrar em contato com a 6ª Vara Criminal do Juizado da Infância e Juventude, mas em virtude do feriado pelo Dia dos Magistrados, comemorado nesta segunda-feira, 11, não há funcionamento.

Relembre

A criança portadora de autismo [alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento], foi encontrada por seguranças do shopping.

Estava com uma mochila amarrada no corpo, contendo fraldas, remédios, algumas roupas e uma escova de dentes. De imediato, o Conselho Tutelar de 1º Distrito deu início a uma campanha visando encontrar os familiares. O menino não fala, apenas fica movimentando o corpo [característica da disfunção].

Por Aldaci de Souza

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