Moradores protestam por auxílio e PMA explica que ja atendeu demanda

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Manifesto ocorre hoje de manhã (Foto: Reprodução Vídeo)

Algumas famílias que garantem residir na Ocupação das Mangabeiras fecharam a avenida Luiz Carlos Prestes no 17 de Março, em forma de protesto na manhã desta quarta-feira, 22. Essas famílias dizem que não foram contempladas com o auxílio moradia da Prefeitura Municipal de Aracaju.

Segundo os manifestantes, a prefeitura está realizando a retirada de todas as famílias que residem no local independente de terem sido contempladas ou não com o auxílio.

De acordo com José Paulo Bispo, um dos líderes da ocupação, muitas famílias vão ficar no meio da rua já que não tem para onde ir. “A prefeitura fez um cadastro, mas ficaram alguns de fora e nós estamos lutando para receber um auxílio porque não queremos ir para galpão e nem abrigo. Queremos justiça e sermos olhado pela prefeitura”, conta.

Famílias das Mangabeiras(Foto: enviada por líderes)

Ainda segundo Jose Paulo, muitos ocupantes já estão em desespero, pois estão próximos de serem despejados. “A prefeitura já começou a retirar as famílias e já está chegando o pessoal da quadra D que é onde se concentra o maior número de pessoas sem o auxílio”, lamenta.

PMA

O Portal Infonet entrou em contato com a diretora da gestão social da habitação do município de Aracaju, Rosária Rabelo, que informou que essa manifestação são de famílias de outros bairros e não das Mangabeiras, que estão sendo mobilizadas por “falsos líderes” em busca de moradias. “são pessoas vindas de outros bairros para dizer que moram aqui. Isso é natural do ponto de vista das falsas lideranças”, diz a diretora.

Ainda segundo ela, a PMA realizou o cadastro de 840 famílias residentes na ocupação que fizeram o cadastro e posteriormente mais 170 famílias novas se incorporaram a ocupação, sendo que a todas essas famílias foram concedidos o auxílio moradia.

A diretora complementa que nesses dois dias de desocupação, as famílias das Mangabeiras estão sendo tratadas com dignidades e a PMA tem tratado a questão com muita transparência.

por Aisla Vasconcelos

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