Marcha das Vadias 2013 reivindica igualdade de direitos

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Última edição da Marcha levou centenas de manifestantes às ruas (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Aderindo ao movimento que já se espalhou por cidades de todo o Brasil e do mundo, a segunda edição da Marcha das Vadias em Aracaju acontece no próximo sábado, 25. O calendário de mobilização inclui atividades culturais e momentos de formação, com o objetivo de despertar a consciência de homens e mulheres pela igualdade de direitos. Sob o mote “juntas somos livres”, a caminhada começa às 10h, com saída do parque Olímpio Campos.

Thayane Rocha, representante da comissão organizadora da Marcha, explica o intuito do movimento. “Nosso entendimento é de que enquanto uma mulher não estiver livre, nenhuma das outras estará. Queremos chamar a atenção não só contra o machismo, mas também contra a homofobia, o racismo, a violência e qualquer forma de preconceito”, afirma.

Em Aracaju, a Marcha é construída por diversos coletivos e movimentos populares que se reúnem semanalmente para determinar a programação das atividades. “Desde o início de maio, realizamos mostras de arte, oficinas de percussão e um sarau. E antes da marcha, temos outras atividades programadas para esta semana. Uma delas e á aformação sobre feminismo nos dias 23 e 24, que acontecerá na sede do Sindijus [Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe]”, diz.

Polêmica

Thayane Rocha: contra o preconceito e o abuso

Iniciada em 2011 na cidade canadense de Toronto, a Marcha das Vadias surgiu após diversos casos de estupro e violência sexual. Como comentário aos abusos, um policial afirmou que os crimes poderiam ser evitados caso as mulheres “não se vestissem como vadias”. A declaração motivou protestos mundiais, e desde então vem levantando pautas como a descriminalização do aborto e a liberdade sexual.

Sobre o tema, a representante da Marcha em Aracaju defende: “Desde criança, quando brincamos com panelas e bonecas, aprendemos que a mulher deve ser subjugada e inferiorizada. Embora seja feita de forma velada, essa prática continua ainda hoje. Somos condenadas por usar roupas curtas ou decotadas, somos obrigadas a nos acostumar com ‘cantadas’ na rua. Queremos nos rebelar contra isso, mostrar que isso não deve ser normal e não precisamos nos acostumar”.

Luta

Cartaz de mobilização para a Marcha (Foto: Divulgação)

Entre as pautas defendidas pelo movimento está o projeto para a instalação de uma Delegacia da Mulher, que deverá ser debatido durante audiência pública na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE), no próximo dia 22. “Em Sergipe existem muitos casos de estupro e abuso sexual contra a mulher, muitas vezes praticados pelos próprios companheiros. Por isso, defendemos a existência de uma delegacia onde a mulher tenha respaldo para denunciar qualquer prática de violência”, expõe Thayane.

Por Nayara Arêdes e Kátia Susanna

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