O crime passional está deixando de ser um caso esporádico e acontece cada vez com mais frequência em Sergipe. Na madruga desta quinta-feira, 14, por volta das 2h30, Selma de Menezes foi morta a golpes de faca por seu companheiro Adriano Batista dos Santos, conhecido como ‘Pezão’. O crime aconteceu na residência onde o casal vivia, nas proximidades do Hotel Mediterrâneo, no Centro da cidade de Lagarto. A filha de Selma, de apenas três anos de idade, presenciou a morte da mãe e ao ver o sangue escorrendo disse: “o coração da mamãe está molhado”. Crime ocorreu na cidade de Lagarto (Foto: Arquivo Infonet)
Selma já estava cansada das agressões cometidas por seu companheiro contra ela e ensaiava uma separação que sempre era rebatida com ameaças por parte do criminoso. O auge aconteceu nesta madrugada quando Adriano cravou golpes de faca no corpo da mulher.
Logo após o crime Adriano, segundo a delegada de Grupos Vulneráveis de Lagarto Ana Carolina Machado, montou em sua moto e saiu gritando pela rua que Selma o havia ferido.
“Na hora em que ele a matou, o sujeito pegou a moto e saiu gritando que ela, sua esposa, o havia ferido. Mas na fuga ele acelerou muito e acabou colidindo com um veículo e foi encaminhado pelo Samu ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse)”, informa a delegada.
Ana Carolina reforça o desejo da mulher de deixar o marido violento, fato que não chegou a se concretizar. “Segundo os familiares, há muito tempo ela vinha sendo ameaçada de que se o deixasse iria morrer e em fim ele concretizou as ameaças”, conta.
Adriano era procurado pela polícia, pois tem mandados de prisão nas cidades de Frei Paulo, Lagarto, Itabaiana e Pinhão por roubo qualificado e formação de quadrilha. O inquérito do crime contra Selma está praticamente concluído, faltando ainda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia. Pela morte da companheira ele será indiciado pelo crime de homicídio qualificado.
A informação da assessoria de Comunicação do Hospital Urgência de Sergipe (Huse) é que o estado de Adriano está estável, na área verde de trauma do Huse, em observação.
Dados
No início deste ano o Portal Infonet publicou uma reportagem especial sobre as estatísticas de violência contra a mulher. No ano passado, mais de três mil casos foram registrados no Departamento de Apoio aos Grupos Vulneráveis.
Por Bruno Antunes

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