
Militares do Grupamento Tático Aéreo da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (GTA/SSP/SE) operaram em uma ação de combate ao garimpo ilegal na região amazônica, divulgada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no último dia 9, resultando na apreensão de ouro, combustível e na destruição de uma aeronave utilizada para dar suporte logístico à atividade criminosa na divisa entre o Pará e o Amapá.
A atuação do GTA foi viabilizada por meio de termo de cooperação técnica firmado entre o Governo de Sergipe e o Ibama, por meio do qual os integrantes do grupamento participaram de uma operação realizada na região da Estação Ecológica do Jari e da Floresta Estadual do Paru, na divisa entre os estados do Pará e do Amapá, na última quinzena. A ação teve como foco o enfrentamento ao garimpo ilegal e às estruturas de apoio logístico que sustentam a atividade criminosa.
Durante a operação, foram apreendidos 217,5 gramas de ouro e 43 mil litros de combustível. Também foram destruídos maquinários utilizados na atividade ilegal, entre eles quatro escavadeiras hidráulicas, dois tratores, um caminhão e uma aeronave modelo Cessna 182P, adaptada para o transporte de suprimentos destinados aos garimpos. Ao todo, ainda foram inutilizadas embarcações, motores e outros equipamentos empregados na exploração clandestina.
Participação de Sergipe em operações integradas
O tenente-coronel Danilo Carvalho, do GTA de Sergipe, destacou que a participação da unidade ocorre dentro de um contexto de cooperação formal entre Sergipe e o Ibama. “O GTA é uma unidade multimissão subordinada ao secretário da Segurança Pública, integrada por policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e profissionais do Samu. Diante da experiência acumulada desde 2009 em operações na região amazônica, houve a renovação do termo de cooperação com o Ibama, permitindo que as tripulações de Sergipe voltem a atuar nessas ações”, explicou.
Ainda segundo o oficial, a atuação ocorre em ambientes de difícil acesso e exige planejamento conjunto entre diversas instituições. “São operações realizadas em áreas remotas da floresta amazônica, onde muitas vezes o acesso só é possível por meio de aeronaves. A integração com o Ibama e com outros órgãos, como forças policiais e o Exército Brasileiro, permite que as equipes cheguem a esses locais para realizar fiscalização ambiental e combater o garimpo ilegal”, afirmou.
A Estação Ecológica do Jari é uma unidade de conservação federal de proteção integral, onde a exploração mineral é proibida por lei. De acordo com os dados da fiscalização, a região tem registrado aumento de alertas relacionados ao garimpo ilegal, o que motivou o reforço das ações de combate.
Fonte: SSP/SE
