Moradores da Coroa do Meio fecham rua em protesto

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Moradores pedem solução (Fotos: Portal Infonet)

Moradores da Rua Aloísio Campos, no bairro Coroa do Meio, fecharam a rua em protesto aos problemas urbanísticos, desde as primeiras horas desta terça-feira, 18. A comunidade interrompeu o acesso da via com entulho e pedaços de madeira em protesto contra a prefeitura de Aracaju.

De acordo com moradores, o protesto é devido à falta de manutenção na rua, que vem gerando problemas para a comunidade local há muito tempo. Moradora do bairro, há mais de 30 anos, Carmem Matos, disse que há duas fossas estouradas na rua. Uma delas fica ao lado do Posto de Saúde do bairro, o que aumenta ainda mais o risco de doenças. “A prefeitura já tem conhecimento da situação, mas nada fez para fechar essas fossas. Por conta disso, crianças e idosos estão sendo os maiores prejudicados, por serem mais vulneráveis”, disse a moradora.

Um usuário do posto de saúde, Dalmo Batista, disse que a calçada do posto está muito baixa e cheia de mato. Para ele, a situação representa perigo para quem precisa chegar ao local. “A gente tem que esperar os carros passarem para poder passarmos, já que a calçada está do nível da pista”, reclamou.

Fossa estourada na esquina do posto de saúde 

Com o bloqueio, os manifestantes impediram o acesso da via e muitos carros tiveram que desviar por outras ruas. Todos aguardam a chegada de algum representante da Prefeitura para esclarecer que providências serão tomadas em relação aos problemas e estipular um prazo.

Emurb

A Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) informou que o problema da falta de drenagem no local se dá em função de que a obra iniciada na área, em julho 2011, teve o seu contrato cancelado com a empresa executora da obra em 2012.

Além de não ter providenciado uma nova licitação, na época da contratação da obra a Prefeitura não licitou a construção de um canal, necessário para receber a drenagem dessa área. No momento a Emurb está providenciado a realização de uma nova licitação e buscando viabilizar os recursos para a construção do canal. Para retomar a obra e executar o canal são necessários investimentos de cerca de R$ 4 milhões. Já foram realizadas tentativas de desobstrução das águas represadas no local, mas a solução só é possível com a conclusão dessas obras, que são prioridade para a administração municipal.

Por Eliene Andrade

Rua alagada

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