Moradores de assentamento queimam pneus em protesto

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Fogo foi contido pelos Bombeiros (Fotos: Nayara Arêdes/ portal Infonet)

Moradores de assentamentos localizados às margens da avenida Euclides Figueiredo e do rio do Sal cercaram áreas próximas à ponte de acesso ao Conjunto Marcos Freire II com pneus em chamas na tarde desta sexta-feira, 22. A ação foi um protesto contra o corte de energia elétrica no acampamento. De acordo com os moradores, representantes da polícia e da Energisa visitaram o local durante a manhã, recolhendo fiações e agindo de forma truculenta.

A manifestação durou cerca de quarenta minutos, e principiou um congestionamento nas vias. A Polícia Militar e os Bombeiros foram acionados, e o fogo foi rapidamente controlado. “Esta é o primeiro ato de outros que virão. Chegamos ao limite, não agüentamos mais ser tratados como bichos”, afirma uma das coordenadoras do MOTU no acampamento, Maria Verônica. Os manifestantes programam uma nova ação para a próxima quarta-feira, 27.

Segundo os moradores, desde novembro de 2012, a comunidade espera por uma resposta sobre a regularização das fiações, quando uma audiência de conciliação foi proposta entre poder público e moradores. “A gente reconhece que fazer ‘gato’ não é certo, mas não podemos ficar aqui, com crianças e idosos doentes, no escuro. Já fomos à prefeitura e à Energisa, mas eles afirmam que nós estamos em uma área de proteção ambiental. Só que também não oferecem nenhuma opção. A gente não tem para onde ir”, relata Sivaldo Gomes, também representante do movimento.

O coordenador descreve a ação dos policiais durante a ação de corte de energia. “Quando eles chegaram aqui foram logo sacando a arma e colocando na cabeça do pessoal. Se eles tem direito de usar de violência com pais e mães de família, nosso protesto é uma forma de alertar ao poder público sobre nossa indignação. Não vamos mais tolerar isso”, declara.

Moradores afirmam que ato foi alerta às autoridades

De acordo com Sivaldo, outras demandas são recorrentes entre as 144 famílias que atualmente moram no assentamento. “Além da regularização da energia, já pedimos que fosse instalada uma caixa coletora e que um médico pudesse vir nos atender. Mas até agora só houve descaso em resposta”, considera. “Antes da eleição a primeira dama veio e fez o cadastro das famílias, e se comprometeu a providenciar a caixa coletora. E até hoje a gente espera”, diz.

Prefeitura

A assessoria de comunicação de Nossa Senhora do Socorro informa que a área em que se situa o assentamento é de responsabilidade do Estado. Sobre os cadastramentos das famílias, os documentos já foram encaminhados ao Ministério Público.

O Portal Infonet tentou entrar em contato com a Guarda Municipal e com a Energisa, mas não obteve sucesso. Continuamos à disposição através dos contatos jornalismo@infonet.com.br e (79) 2106 8000

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