Moradores do Coqueiral interditam Av. Euclides Figueiredo

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Moradores interdiratam ruas com pneus e tonéis
Os moradores do Loteamento Coqueiral, no Bairro Porto Dantas, Zona Norte de Aracaju, realizaram uma manifestação na Avenida Euclides Figueiredo, que dá acesso ao Conjunto Marcos Freire, reivindicando melhores condições de infra-estrutura no local. Os habitantes do loteamento interditaram, ao utilizar pneus e tonéis em chamas, as duas vias de acesso à Ponte do Sal, em Nossa Senhora do Socorro.

Para os residentes do loteamento, o prefeito Edvaldo Nogueira não está realizando as obras que havia prometido. “Nossas crianças não podem brincar, pois tudo vira lama. Nossas casas estão sujas e nossos idosos estão doentes. O prefeito usou o Coqueiral como trampolim político”, diz o vice-presidente da  Associação de Moradores

Moradores revoltados com o descaso do poder público
do Coqueiral, Alberlan Santos Moraes.

Nem o Samu consegue trafegar

A conselheira fiscal da Associação, Tamires Costa, diz que a situação precária impede que carros e viaturas policiais entrem no loteamento. “Nem a Samu nem a polícia, nem até mesmo motos conseguem passar pelas nossas ruas. As casas estão caindo e ninguém faz nada”, diz a conselheira.

Thamires afirma que já foram enviados ofícios para órgãos como a Deso, a Emurb, a Prefeitura e a SMTT, mas que os trâmites licitatórios impedem que as obras de infra-estrutura ocorram.

O vice-presidente da Associação de Moradores, Alberlan Moraes
“Eles ficam passando o problema de um para outro órgão. Já fomos à Câmara, mas não tivemos resposta. Hoje estamos fazendo um abaixo-assinado, que será entregue ao promotor de Justiça Gilton Feitosa da Conceição”, afirma Thamires.

Impasse no processo licitatório

A assessoria da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) afirma que as obras do Coqueiral, financiadas pelo PAC, estão divididas entre o Estado e a Prefeitura, por meio de uma parceria. Ao Estado, cabe a drenagem, a questão do esgoto, da água e a construção de 600 unidades habitacionais. “À Prefeitura, cabe a terraplanagem e a pavimentação, que só pode ser feita após a drenagem da área, responsabilidade da Deso”, diz a Emurb.

Para a Deso, o processo já foi feito o processo licitatório. “Todo o relatório de conclusão de análise da obra já foi enviado à Caixa Econômica Federal, há cerca de 30 dias. Não obtivemos um retorno ainda. As obras não começaram ainda, pois precisamos da liberação da Caixa, que precisa realizar a conclusão da análise. Não há previsão para que isso ocorra, pois os engenheiros da Caixa Econômica Federal estão em greve”, afirma a assessoria do órgão.

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