Moradores do Recanto da Paz querem a urbanização da comunidade

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Manifestantes fecharam avenida para solicitar infraestrutura (Foto: Infonet)

Moradores da Comunidade Recanto da Paz, antiga Malvinas, na Zona de Expansão de Aracaju, fecham desde às 6h desta quinta-feira, 30, a avenida Júlio César Leite. Os moradores cobram do poder público pavimentação e urbanização.

“Essa é uma comunidade antiga, tem mais de 40 anos e vivemos nessa situação de esgoto a céu aberto, sem nenhuma estrutura, quando chove tudo vira lama, é rato, escorpião, insetos, e não aguentamos mais”, reclama Marluce Silva, moradora.

Os moradores contam que em 2013 o projeto de urbanização e pavimentação foi contemplado com recursos do Proinveste, mas até hoje nada foi feito. “ O Governo diz que não tem recursos e diz que a Prefeitura que tem que fazer as obras, e a Prefeitura diz que é o Governo. Ficam nesse jogo de empurra e quem sofre somos nós com essa situação”, diz Marluce.

Marluce não aguenta mais a situação da comunidade (Foto: Portal Infonet)

Obras de benfeitoria estão senso feitas nos arredores do aeroporto de Aracaju e comunidades vizinhas. “O Barroso no Augusto Franco foi pavimentado e até ônibus já tem para lá, na frente do aeroporto estão fazendo o canal, mas a gente aqui não tem nada. O poder público tem que olhar por nós”, enfatiza o morador Elias Dias.

A assessoria de comunicação da Emurb, da Prefeitura de Aracaju, informa que não existe jogo de empurra e que o governo do Estado está responsável pela obra com verbas do Proinveste.

A assessoria de comunicação da Secretária de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs) explica que as obras desta área foram projetadas para serem executadas com recursos do Programa de Apoio aos Investimentos dos Estados e Distrito Federal (Proinvest), através do BNDES. Porém, para a execução das obras seriam necessários recursos vultuosos para indenizações a relocação das famílias que vivem no local. De acordo com o Governo do Estado, o valor das indenizações não são contemplados pelo Proinvest e, na época, o Estado não detinha tais recursos, razão pela qual a intervenção foi suspensa.

Até o momento, as obras das Malvinas, no Bairro Aeroporto, não fazem parte do cronograma de obras da Sedurbs, pois existem outras em execução que necessitam ser finalizadas.

Por Karla Pinheiro

A matéria foi alterada às 13h para acréscimo das informações dadas pela Sedurbs.
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