Moradores reivindicam, mas prefeitura não erguerá cemitério no Robalo

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Cemitério dos Náufragos não será reativado (Fotos: Adcar)

Os moradores reivindicam a revitalização do Cemitério dos Náufragos ou a construção de uma nova unidade para sepultar os corpos dos moradores, mas a Prefeitura de Aracaju não possui projetos para erguer qualquer empreendimento deste porte em qualquer área na Zona de Expansão. De acordo com informações da diretora de licenciamento ambiental da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Ivana Sobral, o lençol freático da região é muito superficial, o que inviabiliza qualquer iniciativa para erguer o empreendimento ou até mesmo reabrir o Cemitério dos Náufragos, construído em 1942 para sepultar os corpos das vítimas não identificadas do torpedeamento da costa feito pelo submarino alemão U-507.

A diretora da Emsurb explica que por se tratar de um lençol freático superficial, a impermeabilização do local torna-se impossível. Conforme informações da Prefeitura Municipal de Aracaju, o Cemitério dos Náufragos permanece interditado, medida adotada para evitar danos maiores ao meio ambiente naquela região.

Assembleia

Moradores tentam uma solução

Na terça-feira, 14, os moradores discutiram a questão em reunião realizada no salão paroquial Santa Terezinha. “O objetivo da assembleia foi discutir entre os moradores quais caminhos seriam adotados para esclarecer o problema. A finalidade é socializar o problema e buscar soluções para que o cemitério seja preservado”, destacou José Firmo, presidente da Associação Desportiva, Cultural e Ambiental do Robalo (ADCAR).

Segundo Firmo, a comunidade tomou conhecimento de que o Governo do Estado estaria criando um projeto para erguer um monumento em homenagem às vítimas daquele torpedeamento e demonstrou preocupação para que o cemitério não seja destruído.

O secretário Sales Neto, de Turismo do Estado de Sergipe, confirmou o projeto para homenagear as vítimas da Segunda Guerra Mundial, mas garantiu que a obra não atingirá o Cemitério dos Náufragos. Será um memorial construído em 11 etapas, em uma extensão de 14 quilômetros, obra avaliada em 75 milhões. O projeto será apresentado aos sergipanos e ao trade turístico no próximo mês.

Segundo Sales Neto, as três primeiras etapas, com investimentos na ordem de R$ 30 milhões, deverão ser iniciadas ainda neste ano. “Essa obra não fará qualquer intervenção no cemitério, o memorial será erguido no sentido oposto ao cemitério, em direção ao mar”, ressaltou o secretário. E quanto à construção de cemitérios na cidade, Sales Neto explica que esta seria competência da Prefeitura de Aracaju e não do Governo do Estado.

por Cassia Santana

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