Moradores temem fugas de delegacia superlotada

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2ª está superlotada (Fotos: Portal infonet)

Com medo de que a qualquer momento, aconteça uma fuga, moradores da rua Divina Pastora, no bairro Getúlio Vargas, onde está localizada a 2ª Delegacia Metropolitana, pedem mais segurança. Em junho deste ano, uma vistoria realizada pelo juiz Hélio Mesquita, flagrou na 2ª DM 53 homens em um espaço com capacidade para 12 detentos.

O Portal Infonet ouviu alguns moradores do bairro, que demonstraram preocupação com uma possível fuga de detentos. “Nós vivemos sob a preocupação de que a qualquer momento alguma rebelião ocorra na delegacia. A gente tem medo de sermos vítimas desses presos”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

Há mais de 20 anos morando nas proximidades da 2º delegacia, uma idosa, que também não quis se identificar, disse que a preocupação é também com o baixo efetivo de policiais. “A gente sabe que o local está cheio e sabemos também que são poucos policiais. Se ocorrer uma fuga eles não vão conseguir impedir”, alerta a moradora.

A superlotação foi confirmada também por parente dos detentos. A esposa de um dos presos denuncia que as visitas são feitas à distância por conta da superlotação nas celas. “Esta delegacia está lotada. É só a senhora entrar, moça, que você vai ver”, pede Iraildes Dias, que aguardava na fila para a visita.

Interdições

Moradora teme fuga de presos

O juiz Hélio Mesquita da Vara de Execuções Penais, vistoriou várias delegacias de polícia em junho deste ano e constatou superlotação de detentos nas unidades. O tempo de permanência dos presos foi considerado longo pelo Juiz.
Na oportunidade, o juiz encontrou 53 presos na 2ª DM em um espaço com capacidade para 12 detentos. Ainda segundo Hélio Mesquita as delegacias chegaram a ser interditada por superlotação, mas o Estado revogou.

Segundo o coordenador das Delegacias da Capital, José Inefânio Cardoso, o fluxo de transferência dos presos já foi iniciado. Quanto ao quantitativo de policiais nas delegacias, o coordenador esclarece que não risco de fuga nas delegacias e que há efetivo suficiente, além de ronda nos bairros.

Por Eliene Andrade

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