Morte de advogado: esposa de acusado denuncia tortura

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Processo tramita na Comarca de Aquidabã (Foto: reprodução Google Maps)

A esposa de um dos acusados pelo assassinato do advogado Jarbas Feitoza de Carvalho Filho, 33, morto a tiros em Aquidabã em março deste ano, alega que o marido, Gutemberg Barreto, teria confessado o crime por ter sido torturado. As revelações foram feitas esta semana em audiência judicial realizada na Comarca de Aquidabã, quando a mulher prestou depoimento em juízo. Na audiência, a esposa do acusado revelou que, na época, houve omissão da defesa do acusado, informando que o advogado que o assistia orientou a família para não adotar qualquer medida em relação àquela questão.

Diante das revelações da esposa do acusado, o promotor de justiça Waltenberg de Lima Sá solicitou ao juiz a inclusão do advogado [nome não revelado] para que ele possa ser ouvido no processo na condição de testemunha. O juiz Raphael Silva Reis acatou o pedido e determinou a emissão de carta precatória para ouvir o advogado citado pela esposa do acusado. Neste processo, há dois acusados e ambos estão presos. O outro é Genisson Pereira de Souza.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil não tem dúvida da participação de ambos os suspeitos naquele crime. A assessoria nega a ocorrência de tortura para que qualquer um dos réus confessassem o crime e considera essas informações trazidas ao processo judicial como estratégia da defesa. A assessoria de imprensa garante que o inquérito policial foi bem conduzido, concluindo que houve participação direta dos acusados no crime.

Nesta sexta-feira, 30, o juiz Raphael Reis determinou a transferência de Gutemberg Barreto para estabelecimento de segurança máxima mantido pela Secretaria de Estado de Justiça. A medida atende pedido do promotor de justiça Waltenberg de Lima Sá. Na ótica do juiz, a solicitação do Ministério Público merece ser acatada diante da complexidade do caso e pelo fato do suspeito estar detido em presídio superlotado, vulnerável à comunicação com o público externo.

por Cassia Santana

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