Morte de jovem grávida: família pede justiça

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Passeata no calçadão da rua João Pessoa
Familiares e amigos da Vânia da Silva Souza, 32, que morreu no último dia 1º de janeiro na Unidade de Tratamento Intensivo [UTI], do Hospital Cirurgia, realizaram na tarde desta sexta-feira, 9, uma passeata no calçadão da rua João Pessoa.  Grávida, de seis meses e alguns dias, Vânia sentiu falta de ar no último dia 22 de dezembro e foi lavada à maternidade Nossa Senhora de Lourdes, depois encaminhada ao Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse) e em seguida, ao Cirurgia. O bebê, uma menina, também morreu.

Segundo a irmã da vítima, Angélica Silva Santos, na maternidade, o diagnóstico foi de cálculo renal, tendo ficado internada. “Na sexta-feira, 26, o quadro se agravou e minha irmã foi levada para o João Alves, em uma ambulância, sentada em uma tábua, agarrada em um pedaço de cinto de segurança e eu a sustentando com as mãos e 

Vânia estava grávida de uma menina
as pernas. No João Alves, fizeram um raio-x e a encaminharam para o Cirurgia por volta das 16h, tendo ficado numa cadeira até às 18h, quando piorou e a levaram para o leito D-1 e à meia-noite para a UTI, falecendo no dia 1º de janeiro deste ano”, relata lembrando que a irmã estava esperando a primeira filha.

Ela disse ainda que o objetivo da passeata foi alertar a sociedade para que não cruze os braços caso alguém se sinta prejudicado nos hospitais de Aracaju.  “Eu sei que essa passeata não vai trazer minha irmã de volta, mas queremos mostrar que as pessoas devem estar atentas à precariedade na saúde pública em nosso Estado. Queremos justiça, para que casos como estes em que minha irmã ficou de hospital em hospital, sem solução, não venham a se repetir”, atenta Angélica Silva.

 

 

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