Motoristas não contribuem com serviços do Samu

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Ambulâncias têm prioridades no tráfego de veículos (Fotos: Portal Infonet)
O trânsito segue seu curso normal, até que o alarme de uma ambulância vai se aproximando.  A solicitação de ultrapassagem é inevitável. Mas o que fazer quando os demais motoristas não dão passagem? O resultado é o atraso no serviço de urgência.

A falta de compreensão e esclarecimento de muitos motoristas torna situações como essa cada vez mais comuns ao trabalho do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nos trânsitos pelo Brasil. Na capital sergipana a situação não é diferente. De acordo com a enfermeira e coordenadora do Núcleo de Educação permanente do Samu, Cintia Regina Correa, a ambulância tem, sim, prioridade no tráfego de veículos das cidades e isso deve ser respeitado.

Motoristas não contribuem com Samu nas ruas de Aracaju
“Esse é um serviço de emergência e atendimento ao cidadão que tem de ser realizado com muita rapidez e eficiência. As luzes e os sinais sonoros são os principais indícios que estamos em serviço para que os condutores possam contribuir conosco. Mas muitas vezes não temos a colaboração dos motoristas”, explica. Ela esclarece que esta prioridade é válida desde que resguardada a segurança dos demais motoristas da localidade.

“Para isto é preciso que os condutores de veículos reduzam a velocidade e se encaminhem para a faixa da direita das ruas, sendo que o ideal é a liberação da faixa da esquerda para a nossa ultrapassagem. Acontece que alguns vão para um lado e outros seguem para o lado oposto, deixando um espaço central, dificultando a passagem rápida do Samu”, aponta.

Esclarecimento

Para Cintia, os mororistas precisam de esclarecimentos 
Segundo a coordenadora geral do Samu Wanesca Barboza, é muito comum a falta de contribuição por parte de motoristas ao trabalho do Samu. “Isso acaba prejudicando o tempo de resposta, que é um dos indicadores da qualidade do serviço”, ressalta.

Para a coordenadora do Núcleo de Educação permanente do Samu, Cintia Regina Correa, o que se precisa é de esclarecimentos. “Muitas pessoas acreditam que ligamos os sinais sonoros e as luzes mesmo não estando ninguém na ambulância, somente para um suposto proveito de ultrapassagem. É bom deixar claro que muitas vezes estamos seguindo para realizar um atendimento de acidente, por exemplo. Dessa forma, precisamos agir de acordo com nossas obrigações”, afirma.

“Já na semana passada atuamos junto ao Detran e à SMTT, na Semana de Trânsito, na tentativa de mostrar à sociedade como é o processo de trabalhos da Samu. Colocamos um stand, onde fizemos simulações de atendimentos e distribuímos folders. O que realmente falta é informação”, lembra a coordenadora Wanesca.

Procedimentos

Wanesca Barboza, coordenadora geral do Samu
Wanesca explica que diariamente a Samu recebe muitas emergências. “Para que possamos realizar de maneira correta o serviço, as chamadas passam por uma rápida triagem de prioridade feita por médicos, para identificarmos as emergências mais importantes. Assim, encaminhamos as ambulâncias, sendo muito significativa a compreensão dos motoristas”, ressalta.

SMTT

O receio de desrespeitar alguma lei de trânsito e ser multado são os principais razões para a falta de contribuição dos condutores na rotina dos serviços de atendimentos móveis de urgências. Mas de acordo com superintendente Municipal de Transporte e Trânsito de Sergipe (SMTT) Osvaldo Nascimento, os motoristas devem ficar despreocupados em casos de multas em situações como essas.

Osvaldo diz que multas podem ser retiradas
“Caso aconteça isso, os condutores podem requerer uma solicitação junto ao SMTT. Nós fiscalizaremos se realmente houve deslocamento da Samu no local e no momento que nos é informado. Sendo tudo confirmado, logo providenciaremos a retirada da multa”, observa.

Código

O Artigo 189 do Código de Trânsito Brasileiro aponta as penalidades que os condutores podem sofrer, caso não contribuam com o trabalho dos serviços móveis de atendimento às urgências:

Deixar de dar passagem aos veículos precedidos de batedores, de socorro de incêndio e salvamento, de polícia, de operação e fiscalização de trânsito e às ambulâncias, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentados de alarme sonoro e iluminação intermitentes:

– Infração – gravíssima

– Penalidade – multa

 

Por Victor Hugo e Raquel Almeida

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