Mototaxistas prometem resistência

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Em meio a manifestação a população sofria em poder passar na avenida
Após mais de duas horas de manifestação, bloqueando completamente o trânsito na avenida Heráclito Rolemberg, os mototaxistas resolveram liberar a avenida mediante inúmeros pedidos do comandante em exercício do Policiamento da Capital, coronel Enilson Araújo. Uma negociação que envolveu Guarda Municipal, agentes da SMTT e policiais da Radiopatrulha.

Apesar da manifestação ser pacífica em muitos momentos o clima esquentou, principalmente entre a própria categoria que não conseguia se entender sobre a liberação da ponte que dá acesso ao bairro São Conrado e grande parte da Zona Sul da capital. Enquanto parte da categoria concordava com a liberação de meia pista, outros resolveram bloquear novamente o acesso. O resultado foi a revolta da população que

Vice presidente do sindicato e o coronel negociação desobstrução
estava dentro dos ônibus e veículos.

“Minha esposa está passando mal, a gente entende a luta de vocês, mas não posso concordar que a população sofra. Liberem a pista, pelo menos a metade da pista, se a minha esposa morre ou acontecer algo com ela, vocês serão culpados”, disse Brito, um motorista preso no engarrafamento nervoso ao presenciar a esposa passando mal dentro do veículo.

O vice-presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Jonatha Ribeiro, afirmou que existe abuso de autoridade por parte de agentes da SMTT e que a categoria tem sido abordada com violência. “Há 10 anos nós temos uma negociação pacifica com a prefeitura, mas o poder público não tem feito nada para nos ajudar. Estamos diariamente pagando multas absurdas. Nós estamos sendo tratados de forma pior que animais. Puxam pistolas e nos tratam como bandidos”, acusa.

O diretor de trânsito da SMTT, major Paulo Paiva, negou qualquer abuso por parte dos agentes e

Após a liberação da via todos puderam ter acesso (Fotos: Portal Infonet)
disse que a SMTT cumpre a lei. Paiva salientou que os mototaxistas foram recebidos pelo superintendente do órgão, Osvaldo Nascimento, e que foi explicado que o transporte não oferece segurança e nem condições de higiene adequadas. Paiva também destacou que a regulamentação é de responsabilidade da Câmara de Vereadores.

Novas manifestações

Não satisfeito com a posição da SMTT, o vice-presidente do sindicato da categoria avisou que o grupo fará novas manifestações. Jonatha Ribeiro diz que a população precisa ser ouvida e deve decidir se desejar usar o serviço. “Precisamos de uma discussão ampla sobre a regularização da profissão, somos trabalhadores e precisamos que o assunto seja discutido sobre todas as vertentes”, diz.

Por Kátia Susanna

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