Motu: Famílias ainda esperam moradias

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Juvaneide dos Santos (esquerda) no barraco ao lado da mãe Olga Maria
Sem ter um lugar apropriado para ficar, familias do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu) continuam a ocupar uma área industrial localizada no município de Nossa Senhora do Socorro. 

Após terem sido retirados de uma área localizada no conjunto Albano Franco, pertencente à Companhia Estadual de Obras e Habitação (Cehop), estão em uma área que fica nas margens de uma estrada de terra.

Sem água e condições de moradia, 287 famílias ainda continuam no local com a intenção de receber uma moradia. Com duas filhas menores de idade, sendo que uma é deficiente e possui síndrome de down, Juvaneide dos Santos, 20 anos, se vira como pode. “Infelizmente eu e as meninas não temos para onde ir e a única alternativa é ficar com elas aqui. O único alimento que tem para hoje é caranguejo, que foi pego no mangue e uma panela de feijão”, lamenta.

287 famílias ainda permanecem em Socorro (Foto: Portal Infonet)
Para Lucileide dos Santos, 30 anos, as famílias contam com a colaboração das outras pessoas para sobreviver. “A situação se agrava quando chove, porque só temos apenas o barraco. Sem onde dormir e com a última chuva perdi o único colchonete que tinha. Não temos para onde ir e esperamos que alguém nos ajude”, diz.

Por telefone, um dos coordenadores do Motu, Raul de Sena, declara ao Portal Infonet, que o cadastro com o nome das famílias já foi entregue a prefeitura de Nossa Senhora do Socorro. “Foi entregue uma lista com 287 nomes para que seja feita a análise social das famílias para que depois seja entregue ao Estado”, diz ele, acrescentando que após a entrega possa haver uma reunião com o governo.

 

 


 

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