Movimentos lançam campanha contra latifúndios

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Nesta segunda-feira, 29, a Comissão Estadual do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra estará presente na Praça Fausto Cardoso, nas proximidades do Palácio Olimpio Campos, para o lançamento de campanha no Estado de Sergipe. O plebiscito ocorrerá entre os dias 1º e 7 de setembro, trazendo dois questionamentos a serem respondidos pelo povo brasileiro e sergipano:  Você concorda que as grandes propriedades de terra no Brasil devem ter um limite máximo de tamanho? Você concorda que o limite das grandes propriedades de terra no Brasil possibilita aumentar a produção de alimentos saudáveis e melhorar as condições de vida no campo e na cidade?

Munidos de panfletos e carro de som o comitê, que conta com a participação de diversas entidades pastorais, populares e sindicais, entrará em diálogo com a população sergipana sobre a necessidade do plebiscito, suas implicações e a urgência da participação direta do povo, nos assuntos que englobam a soberania nacional e popular.

O plebiscito será realizado em pontos estratégicos da capital sergipana, como o Terminal DIA, Terminal Zona Oeste, Terminal Maracaju, Terminal do Centro, Mercado central, Calçadão da João Pessoa, nas escolas estaduais de Aracaju, e nos Campus de São Cristóvão, Laranjeiras e Itabaiana, da Universidade Federal de Sergipe. Para além da capital, as atividades do plebiscito ocorrerão nos municípios de Estância, Lagarto e Laranjeiras, dentre outros municípios sergipanos.

Plebiscito: Que limitação é essa?

Idealizado pelo Fórum Nacional de Reforma Agrária e Justiça no Campo, o plebiscito propõe o limite da propriedade da terra em 35 Módulos Fiscais, de acordo com as medidas utilizadas pelo Incra. Esta regulamentação implicaria em um limite máximo, em uma variação que vai de 175 a 3.500 hectares, a depender das condições do solo, do acesso e da proximidade com os principais mercados consumidores. Se a medida fosse implementada durante os próximos meses, haveria uma disponibilidade imediata de terra para cerca de 200 mil famílias do campo, atingindo apenas 50 mil proprietários de terra.

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