Mulher é feita refém há mais de 15h

0

Policiais tentaram negociar com o acusado (Fotos: Portal Infonet) 
O delegado Fernando Melo disse há pouco que não há possibilidade alguma de a polícia invadir a casa onde um homem mantém a ex-exposa refém há mais de 15 horas. “Só se for estritamente necessário, mas até aqui não há nenhuma possibilidade disso acontecer”, disse.

Perto da meia-noite uma nova equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) entrou no imóvel para fazer um novo curativo em  Cristielane Caetano Mota Santos, de 21 anos, que desde às 9h é mantida refém pelo ex-marido José Elígio Tavares, 24 anos. Por causa do ferimento decorrente de um tiro, ela apresenta febre.

Um contingentes de cerca de 100 policiais estão desde às 9h da manhã negociando para que a mulher seja liberada. O fato ocorre na rua Tenente Wendel Quaranta, bairro Suíssa. A quadra, onde a residência está localizada permanece isolada. A recomendação da polícia é que nenhum motorista
A casa onde a mulher é mantida refém está às escuras
circule pelo local, moradores também estão sendo orientados a permanecerem distante da casa.

A suspeita é que o homem tenha cometido o crime porque não aceita a separação. A polícia também começa a montar o quebra-cabeça em torno do comportamento do acusado. Existe a suspeita de que José Elígio pode ter premeditado o crime. De acordo com o ex-patrão do acusado, há cerca de 15 dias, Elígio pediu as contas do emprego onde atuava há cinco anos.

José Reis salientou que o rapaz era tranquilo e responsável, mas com a separação que ocorreu há 20 dias, Elígio chegou a confessar que não suportaria viver longe do filho, uma criança de cinco anos. O ex-patrão menciona ainda que a intenção do acusado era ter a guarda da criança. “Dei conselhos para ele não brigar e resolver tudo com diálogo e em paz”, disse.

Na casa cercada de policiais, a movimentação é grande, ambulâncias do Serviço Móvel de Urgência e Emergência de Sergipe (Samu) e viaturas do Corpo de

Curiosos permanecem no local que está isolado
Bombeiros permanecem na frente da residência. O local onde o acusado mantém a ex-mulher refém é de difícil visualização para uma ação policial. A equipe do Portal Infonet permaneceu durante mais de 5h em uma laje, localizada em frente a casa, onde foi possível visualizar que os policiais tentavam a todo momento negociar com o acusado, mas por volta das 16h o basculante foi fechado. Policiais do Comando de Operações Especiais (COE) tentaram montar uma estratégia para entrar na casa, chegaram a usar uma escada, mas não tiveram êxito.  

A polícia informou que nenhuma exigência foi feita e que as negociações estão avançando. A vítima está ferida com um tiro de raspão na perna, mas a informação é que ela passa bem e chegou a ser atendida por um enfermeiro do Samu que realizou curativos.  

Policiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP) que

O basculante usado pelo acusado para falar com a polícia
estavam sem se pronunciar sobre o assunto durante todo o dia, realizou uma coletiva às 19h onde explicou que a intenção é salvar a vida da vítima e do acusado. Uma invasão a casa não foi descartada, mas com a noite a casa está às escuras, o que prejudica a visualização.

A delegada da Delegacia de Mulher, Érica Farias Fonseca, explicou que a vítima chegou a prestar queixa sobre as ameaças que vinha sofrendo por parte do ex, mas que depois recuou e preferiu perdoar Elígio. Na última sexta-feira, 15, a vítima voltou a procurar a polícia porque ficou sabendo através do filho, que o ex tinha adquirido uma arma de um desconhecido. Acompanhe a reportagem do início do cárcere privado, onde a tia da mulher disse que o filho presenciou a negociação da compra da arma.

Por Kátia Susanna com informações de Diógenes de Souza

*A matéria foi atualizada às 00h35 para acréscimo de informações

Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais